Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Cushman & Wakefield prevê que entidades públicas continuem a dinamizar mercado de escritórios

A consultora imobiliária Cushman & Wakefield acredita que este ano a "tendência de relocalização de serviços públicos continue", alimentando boa parte das transacções de espaço de escritórios em Portugal, à semelhança do que sucedeu em 2008, quando as entidades públicas foram responsáveis por cerca de 40% da nova ocupação desta oferta.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2009 às 18:07
  • Partilhar artigo
  • ...
A consultora imobiliária Cushman & Wakefield acredita que este ano a “tendência de relocalização de serviços públicos continue”, alimentando boa parte das transacções de espaço de escritórios em Portugal, à semelhança do que sucedeu em 2008, quando as entidades públicas foram responsáveis por cerca de 40% da nova ocupação desta oferta.

No ano passado os proprietários de edifícios de escritórios em Portugal firmaram contratos para a ocupação de 230 mil metros quadrados. “Batemos um recorde em termos de procura”, lembrou hoje a directora de ‘research’ da Cushman & Wakefield, Marta Leote, na apresentação à imprensa do estudo Marketbeat de Primavera. A instalação de uma série de tribunais no empreendimento Office Park Expo, no Parque das Nações, em Lisboa, foi o negócio do ano, representando 62 mil metros quadrados de ocupação numa só transacção.

Este ano a dinâmica de ocupação de escritórios deverá continuar em parte a ser alimentada pelo Estado. Questionado sobre o peso que as entidades públicas poderão assumir este ano na ocupação de escritórios em Portugal, o director geral da Cushman & Wakefield, Eric van Leuven, disse que “as grandes procuras talvez totalizem 100 mil metros quadrados, mas não é certo que sejam satisfeitos este ano”.

A taxa de desocupação de escritórios em Lisboa apenas subiu ligeiramente, passando de 8,2% em 2007 para 8,5% no final de 2008, segundo a mesma consultora. A renda ‘prime’ (aplicada às melhores localizações de escritórios) fixou-se em 19,5 euros mensais por metro quadrado. O Parque das Nações foi a única zona de Lisboa que teve um aumento das rendas médias.

A Cushman & Wakefield analisou ainda outros segmentos do mercado imobiliário. Segundo Marta Leote, no sector da hotelaria “o segundo semestre trouxe muito más notícias”, ainda que ao longo do ano passado tenham aberta três dezenas de hotéis. A consultora imobiliária acredita que Portugal poderá funcionar como um mercado de escape para o turismo europeu, mas do ponto de vista dos promotores imobiliários, há vários projectos que ainda não saíram do papel a serem repensados.

No segmento industrial a Cushman & Wakefield prevê que “o negócio logístico pode começar a sofrer” em resultado dos encerramentos de fábricas que se estão a verificar em várias regiões. Ainda assim, para os próximos dez anos está prevista uma oferta de imobiliário industrial e logístico de 1,3 milhões de metros quadrados.

O mercado de retalho continuou em 2008 a crescer em oferta. Mas a consultora imobiliária considera que parte da oferta futura poderá ficar pelo caminho. Numa anterior estimativa, a Cushman & Wakefield apontava para os próximos três anos um ‘pipeline’ de projectos comerciais de dois milhões de metros quadrados de área bruta locável (ABL). Essa ABL futura foi agora reduzida para 1,5 milhões de metros quadrados. Destes, apenas 500 mil metros quadrados estão confirmados (já estão em construção).

Ver comentários
Outras Notícias