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Custo do crédito ainda gera problema de competitividade aos exportadores

Os gestores da Iberomoldes e da Matceramica concordam que os “spreads” cobrados pela banca no financiamento às empresas está a baixar, até pela concorrência das instituições por este segmento de mercado. Mas avisam que para exportadores, o custo do crédito ainda penaliza a competitividade portuguesa.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 08 de Janeiro de 2014 às 12:20
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“O nosso custo de financiamento não é comparável ao dos nossos concorrentes alemães. Sofremos muito com isso porque temos que sacrificar margens de negócio para sermos competitivos no mercado em que actuamos para podermos concorrer com os nossos principais concorrentes que são europeus e, sobretudo, alemães, com quem gostamos de nos comparar”, lamentou Joaquim Menezes, presidente da Iberomoldes.

 

A análise do responsável da empresa de moldes é subscrita por Marcelo Sousa, director executivo da Matceramica, empresa que, tal como a Iberomoldes, vende grande parte da sua produção nos mercados externos. “Os ‘spreads’ representam um problema de competitividade, porque as margens de negócio são muito curtas e existem estes custos de financiamento. Isto não é nada saudável para a economia”, adiantou o gestor no lançamento do primeiro anúncio publicitário da CGD dedicado às empresas exportadoras.

 

Apesar de alertarem para as desvantagens competitivas dos custos de financiamento cobrados às empresas portuguesas, os responsáveis da Iberomoldes e da Matceramica, que são protagonistas da campanha publicitária da Caixa, admitem que os “spreads” cobrados actualmente são mais favoráveis do que há uns meses.

 

“Sente-se a concorrência. Os bancos já estão a fazer um ajustamento no sentido da descida dos ‘spreads’”, adiantou Marcelo Sousa. “Há um tempo atrás sentimos menos abertura da parte da banca, mas não houve desinvestimento por parte de nenhum dos nossos bancos” na Matceramica, garantiu este gestor.

 

Já Joaquim Menezes confidencia que a Iberomoldes chegou a ter “alguma razão de queixa em relação aos preços” do crédito. No entanto, o dono da empresa de moldes assegura que nunca sentiu dificuldade em obter financiamento bancário. Uma situação que atribui ao facto de “ser um grupo exportador, que actua no mercado global e através de projectos integrados, com clientes de grande dimensão e credibilidade, o que dá garantias aos parceiros financeiros”.

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