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DaimlerChrysler poderá cortar seis mil postos de trabalho no Sul da Alemanha

A DaimlerChrysler, maior fabricante de carros luxuosos do mundo, poderá reduzir seis mil postos de trabalho nas fábricas da Mercedes situadas no Sul da Alemanha, se os sindicatos dos trabalhadores não aceitarem o plano de poupanças anuais no valor de 500

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 12 de Julho de 2004 às 17:51
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A DaimlerChrysler, maior fabricante de carros luxuosos do mundo, poderá reduzir seis mil postos de trabalho nas fábricas da Mercedes situadas no Sul da Alemanha, se os sindicatos dos trabalhadores não aceitarem o plano de poupanças anuais no valor de 500 milhões de euros no final do próximo mês.

A empresa alemã propôs sete medidas aos trabalhadores para escolherem entre poupar dinheiro nos seus carros «C-Class Mercedes» e na divisão de veículos comerciais, explicou Juergen Hubbert, presidente da unidade Mercedes em conferência de imprensa, citado pela Bloomberg, acrescentando que uma proposta laboral para poupar 180 milhões de euros por ano não é suficiente.

«Acreditamos que fomos de encontro aos interesses dos empregados com as propostas que fizemos», referiu Hubbert. «A alternativa é que temos que dizer adeus a seis mil trabalhadores relativamente cedo», continuou.

A DaimlerChrysler tem como objectivo reduzir os postos de trabalho na Alemanha, depois dos novos processos de produção ter reduzido o número de empregados necessários para construir o mesmo número de carros.

A Mercedes, que perfaz mais de metade dos lucros operacionais da DaimlerChrysler, está a perder terreno para a Bayerische Motoren Werke (BMW) e para a unidade de luxo da Volkswagen – a Audi – devido a um modelo já antigo e a preocupações com a qualidade.

Sindicato contra plano de redução de postos de trabalho e planeia mais greves

No entanto, o sindicato dos trabalhadores parece não estar de acordo com este plano, já que fizeram greve no Sábado, junto de uma fábrica na Alemanha, para expressarem o seu descontentamento contra a redução de postos de trabalho.

Para além disso, têm ainda agendado uma série de greves, de pouca duração cada uma, em todas a fábricas da Mercedes na Alemanha para quinta-feira.

«Estamos determinados em não alterar os actuais contratos sindicais», disse Erich Kle, presidente do conselho de trabalhadores da DaimlerChrysler. Os planos para reduzir nas férias, em fins-de-semana e feriados não «são aceitáveis», explicou o mesmo responsável.

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