Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

DECO acusa Brisa de desprezar direitos dos utentes ao manter portagens na A5

A DECO acusou a Brisa de «desprezar o direito dos consumidores» ao manter o preço da portagem na auto-estrada de Cascais (A5), apesar das obras que decorrem há vários meses afectarem diariamente milhares de utentes.

Negócios negocios@negocios.pt 23 de Agosto de 2005 às 09:05
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

A DECO acusou a Brisa de «desprezar o direito dos consumidores» ao manter o preço da portagem na auto-estrada de Cascais (A5), apesar das obras que decorrem há vários meses afectarem diariamente milhares de utentes.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da Associação de Defesa do Consumidor, Jorge Morgado, afirmou que a DECO recebeu, nos últimos quinze dias, 48 reclamações de utentes da auto-estrada de Cascais, que se sentem defraudados com a situação.

«A Brisa tem um comportamento pouco sensível às reclamações dos consumidores», disse Jorge Morgado, acrescentando que quando um utente paga uma portagem «compra segurança, comodidade e maior fluidez do trânsito».

Neste sentido, a DECO defende a diminuição do valor da portagem e a disponibilização de informação atempada sobre o troço em obras, de modo a que o utilizador possa optar, ou não, pelo uso daquela via.

Fonte oficial da Brisa contactado pela agência Lusa diz que «o utente de auto-estrada paga apenas o direito de usar uma infra-estrutura», reiterando que «não só sinaliza os sub-lanços em obras nos acessos e nos painéis de informação variável e o seu possível impacto no tráfego, como informa atempadamente os utentes pela comunicação social - quer através de comunicados de imprensa, quer de anúncios - e no site de Internet do estado das obras».

A fonte refere, ainda, ter realizado «uma conferência de imprensa a 18 de Maio, para a qual convidou toda a comunicação social, incluindo a revista Proteste, da DECO, para explicar todo o processo de alargamento das vias da A5».

O contrato que a Brisa estabeleceu com o Estado não prevê a redução do preço da portagem quando ocorrem obras na via.

«O comportamento da Brisa não tem a ver com o contrato que a concessionária de auto-estradas tem com o Estado», defendeu Jorge Morgado, da DECO, «mas com a postura comercial da própria empresa».

A fonte da Brisa afirmou, por seu turno, que «a concessionária tem prestado atenção às reclamações dos utentes e que criou um grupo de trabalho para estudar novas regras para as obras da A1 e A2, adoptando soluções que foram estudadas para responder a situações que surgiram na A5».

A mesma fonte reforçou, no entanto, que «todas as obras de alargamento e melhoramento das auto-estradas são da exclusiva responsabilidade da concessionária e que a sua única fonte de receitas é as portagens».

A Brisa já investiu 25 milhões de euros no alargamento da A5, adiantou.

As obras em causa, que provocam há vários meses grandes dificuldades na circulação, visam o alargamento para três faixas da ligação Cascais/Carcavelos, cujo troço custa 1,10 euros.

Actualmente, os ramos de entrada no nó de Carcavelos na A5 provenientes de Oeiras e de São Domingos de Rana, no sentido Cascais- Lisboa, encontram-se encerrados até terça-feira.

Informação sobre os troços em obras e vias alternativas estão disponíveis no site de Internet da Brisa, reforçou a fonte da concessionária.

Outras Notícias