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Deloitte: Funcionamento da justiça e burocracia são maiores obstáculos ao investimento em Portugal

Mais de metade das empresas portuguesas (54%) considera que o funcionamento da justiça continua a ser o maior obstáculo ao investimento em Portugal, a par dos custos de contexto e da burocracia, refere o Observatório da Competitividade Fiscal 2015.

Lusa 09 de Julho de 2015 às 01:16
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De acordo com o Observatório da Competitividade Fiscal 2015, da consultora Deloitte, a carga fiscal sobre as empresas foi considerada um obstáculo ao investimento por 31% dos inquiridos, que consideraram que "o incremento efectivo do cruzamento de dados" é "a medida mais importante para combater a fraude e evasão fiscais".

 

A simplificação burocrática foi defendida como prioritária por 44% dos inquiridos, seguida do funcionamento eficaz dos tribunais (38%), diz a Deloitte num comunicado enviado à agência Lusa.

 

Relativamente às vantagens comparativas da economia portuguesa, as empresas inquiridas destacaram a qualidade, formação e flexibilidade dos trabalhadores (59%), seguida do acesso ao mercado europeu (58%) e da situação geográfica (47%).

 

Segundo a Deloitte, nesta edição do Observatório da Competitividade Fiscal "é notório o aumento da percentagem de inquiridos que consideram a taxa efectiva de IRC uma vantagem comparativa da economia portuguesa, 13% este ano face a apenas 5% no ano passado".

 

A área apontada pelas empresas onde a redução dos custos de contexto seria mais significativa é o funcionamento dos tribunais (61%), seguida da redução da burocracia em geral, com 44%, e dos prazos de pagamento, com 37%.

 

O inquérito que serviu de base à análise do observatório foi realizado entre 3 e 24 de Fevereiro de 2015 e foi enviado, electronicamente, aos clientes e contactos da rede Deloitte em Portugal, que inclui as 1.000 maiores empresas portuguesas.

 

De entre as 132 empresas que responderam ao questionário, 74 identificaram-se. A maioria destas (45,9%) tem um volume de negócios inferior a 50 milhões euros, tem menos de 250 trabalhadores (56,8%), pertence ao sector da prestação de serviços (41,9%) e tem sede em Lisboa (58,1%).

 

A Deloitte presta serviços de auditoria, consultoria fiscal, consultoria de negócios e de gestão a clientes de diversos sectores de actividade, em mais de 150 países.

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