Banca & Finanças Depois da Líbia, BES "mau" prestes a vender banco de Miami

Depois da Líbia, BES "mau" prestes a vender banco de Miami

Os venezuelanos da família Benacerraf estão dispostos a pagar 10 milhões pelo Espírito Santo Bank, a unidade de Miami do BES. Processo está em fase adiantada, diz o presidente Luís Máximo dos Santos.
Depois da Líbia, BES "mau" prestes a vender banco de Miami
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 17 de março de 2015 às 13:00

Depois dos 3,9 milhões de euros recebidos com a venda do banco que tinha na Líbia, poderão estar a chegar ao Banco Espírito Santo 10 milhões pela alienação da sucursal de Miami.

 

De acordo com o Wall Street Journal, o Espírito Santo Bank deverá abandonar a esfera do BES - a entidade que ficou com os activos e passivos considerados problemáticos do antigo Banco Espírito Santo - para ir para mãos venezuelanas.

 

"Por agora posso apenas confirmar que, na sequência de um processo competitivo tendente à venda do ES Bank de Miami, iniciado há já vários meses, estão em fase adiantada negociações com o Grupo Benacerraf para esse efeito", avançou ao Negócios o presidente do BES em resposta por e-mail, depois de contactado devido à notícia do Wall Street Journal. 

 

O jornal refere que a família Benacerraf, há várias gerações com presença no sector financeiro venezuelano, vai pagar 10 milhões de euros e injectar outros 15 milhões naquela sucursal, de forma a estabilizá-la financeiramente. Máximo dos Santos não comenta nem confirma o preço.

 

O presidente do BES adianta, contudo, que houve um processo competitivo, o que vai de encontro ao que relata a publicação: houve uma oferta concorrente, o que atrasou a venda desta sucursal, que estava disponível para ser alienada desde Agosto de 2014.

 

Nessa altura, o BES anunciou a contratação da FIG Partners como "consultora financeira no âmbito da avaliação e estruturação de potencial transacção para alienação, fusão ou reorganização" do banco da Florida.


O Espírito Santo Bank (Miami) foi uma das unidades que transitou para o BES "mau" – um nome, aliás, que Máximo dos Santos rejeita ("é uma questão de respeito pelas pessoas que aceitaram trabalhar aqui, numa missão difícil, e que estão a trabalhar bem"). Mas o banco da Florida esteve em risco de perder a licença.

 

"Foi preciso manter contactos intensos com as autoridades reguladoras nos Estados Unidos para as convencer de que iríamos manter o banco de Miami em actividade e que não haveria uma liquidação precipitada, ou podiam retirar-nos a licença bancária", disse Máximo dos Santos numa entrevista à revista Sábado.

 

Várias autoridades norte-americanas colocaram o Espírito Santo Bank sob olhar atento devido às ligações ao banco do Grupo Espírito Santo no Panamá. São elas o regulador do mercado de capitais (SEC), o organismo do Senado que assegura a confiança no mercado financeiro (FDIC), o regulador da banca da Florida e ainda uma organização de auto-regulação de Wall Street. 




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