Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Depois de ceder na soja, China reforça compras de carne de porco aos EUA  

Em vésperas de nova ronda de negociações comerciais, a China volta a beneficiar os Estados Unidos em matéria de importações.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 25 de Setembro de 2019 às 07:55
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

As empresas chinesas preparam-se para um aumento das compras de carne de porco aos Estados Unidos, de acordo com fontes próximas, citadas pela Bloomberg. Esta é mais uma cedência que é feita por Pequim, numa altura em que se aproxima mais uma ronda de negociações de alto nível entre Estados Unidos e China.

Embora o volume de importação de carne de porco esteja ainda a ser discutido, empresas exportadoras deste produto como a Smithfield Foods Inc e Tyson Foods já foram contactadas com o objetivo de aferir os preços. As mesmas fontes apontam para que vão ser importadas cerca de 100.000 toneladas de carne.

Estas compras surgem numa altura em que a nação asiática, que é a maior consumidora de carne de porco no mundo, precisa de mais reservas. Contudo, a reforço das importações aos Estados Unidos está a ser visto como um sinal de boa-fé da parte da China, uma vez que estão marcadas para o início de outubro negociações de alto nível para resolver as disputas comerciais entre Pequim e Washington.

Já no início da semana, o governo chinês deu novas isenções a várias empresas públicas e privadas para que possam comprar soja aos EUA sem estarem sujeitas a tarifas. As empresas receberam isenções para 2 a 3 milhões de toneladas de soja americana, e algumas já terão mesmo comprado pelo menos 20 carregamentos, equivalentes a 1,2 milhões de toneladas esta segunda-feira.

Ainda esta terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Conselheiro de Estado chinês Wang Yi afirmou que a China não pretende retirar o lugar aos Estados Unidos como a maior potência a nível mundial, mas espera que Washington "remova todas as restrições que não são razoáveis" e que têm sido impostas a Pequim.


Ver comentários
Saber mais Pequim China Bloomberg Estados Unidos EUA economia negócios e finanças macroeconomia comércio externo política diplomacia finanças (geral)
Outras Notícias