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Depósitos serão parte da solução nas moratórias

Os bancos nacionais vão usar os depósitos bancários das empresas como parte da solução na saída das moratórias, que acabam no final deste mês.

O setor da hotelaria é um dos mais penalizados pela pandemia. A saída das moratórias é crucial nesta área de negócios Nuno André Santos
Diana Ramos dianaramos@negocios.pt 14 de Setembro de 2021 às 14:57
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Os bancos nacionais vão usar os depósitos bancários das empresas como parte da solução na saída das moratórias, que acabam no final deste mês. A expectativa do setor financeiro é de que a saída deste regime não acarrete problemas de maior à banca, apurou o Negócios. Também o colateral das empresas, sobretudo no setor do turismo, será essencial no momento da renegociação dos financiamentos.

Ao contrário das crises passadas, os depósitos das empresas aumentaram de forma significativa ao longo de 2020 e 2021. Tanto os principais bancos como o regulador têm feito uma análise exaustiva da situação financeira das empresas desde o início deste ano, sabe o Negócios, sobretudo em face do segundo confinamento que ditou nova travagem na economia. As conclusões dessa análise, feita em março e agosto, apontam para o crescimento significativo das poupanças. Até porque, cerca de 30 a 40% das linhas garantidas pelo Estado foram colocadas em depósitos.


As negociações serão feitas casos a caso, mas é esse trunfo que a banca usará nos planos de reestruturação que apresentará aos clientes, de forma a que esses depósitos possam ser usados na amortização de parte da dívida. Os chamados setores covid – os mais afetados pela crise como a restauração e o alojamento – são aqueles que estão a merecer maior atenção. No caso do alojamento, por exemplo, a existência do colateral é outro dos fatores que poderá pesar na renegociação dos financiamentos em moratória.


A expectativa do setor financeiro é de que há condições para que, nas renegociações que estão em marcha, os critérios de não marcação dos empréstimos possam ser cumpridos pela generalidade das empresas. Ou seja, que a saída das moratórias não trará mais entradas de créditos em NPL.


Quanto ao teto máximo de dez milhões de euros de garantia pública por financiamento em moratória, proposto pelo Governo, tanto o regulador como os bancos acreditam que não deverá levantar problemas de maior na renegociação, não excluindo "casos gritantes".


Já quanto às medidas que o Executivo prepara para a retirada das chamadas linhas covid, que têm garantia pública, a expectativa é de que a solução encontrada possa reduzir o endividamento das empresas entre os 10 e 15 pontos percentuais. Ainda assim, as regras deverão impor a empresas Estado o mesmo nível de compromisso de verbas.
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