Empresas Despedir para sobreviver foi a escolha de quase duas em cada 10 PME portuguesas

Despedir para sobreviver foi a escolha de quase duas em cada 10 PME portuguesas

Ainda assim, as estratégias mais utilizadas pelas PME, nos últimos doze meses, para contornar as dificuldades, foram a aposta em novos nichos de mercado e a redução de preços.
Despedir para sobreviver foi a escolha de quase duas em cada 10 PME portuguesas
Rita Faria 17 de setembro de 2014 às 12:39

Nos últimos 12 meses, 17% das pequenas e médias empresas (PME) portuguesas – quase duas em cada 10 – recorreu ao despedimento de trabalhadores para conseguir contornar as dificuldades financeiras e manter-se em funcionamento.

 

Esta é uma das conclusões de um estudo promovido pela Zurich junto de CEO, proprietários, directores-gerais e financeiros de PME de 19 países, incluindo Portugal. Contudo, face ao mesmo questionário realizado em 2013, verifica-se uma redução de 3 pontos percentuais no número de empresas que recorreu aos despedimentos para ultrapassar as dificuldades.

 

Tal como em 2013, esta não foi a principal saída que as empresas portuguesas encontraram no último ano. A aposta em novos nichos de mercado e a redução de preços mantêm-se como as principais estratégias de sobrevivência adoptadas pelas PME nacionais, logo seguidas pela aposta na diversificação da oferta de produtos ou serviços. Contudo, no último ano, 8% das PME a operar em Portugal consideraram mesmo a hipótese de fechar portas.

 

A mesma percentagem de empresas aumentou ordenados (8%) e 12% recrutou novos colaboradores. Ambos os indicadores representam aumentos de 2 pontos percentuais face a 2013, revelando uma ligeira retoma. Nesta segunda edição do estudo, as PME nacionais revelaram-se também mais sensíveis à importância da gestão do risco, aumentando de 6% para 8% a percentagem de empresas que incluiu este tema no seu planeamento.

 

Comparando com os outros países europeus questionados no estudo (Alemanha, Áustria, Espanha, Itália, Irlanda, Reino Unido e Suíça), Portugal está acima da média europeia na aposta em novos nichos de mercado, mas também na redução de preços, nos despedimentos e na diminuição dos ordenados.

 

Europa focada na redução de preços e América Latina no aumento dos ordenados

 

Em relação aos 19 países onde o questionário foi aplicado, o estudo revela que uma em cada cinco PME aumentou salários e uma em cada seis recrutou colaboradores nos últimos 12 meses. Menos de 5% das empresas inquiridas consideraram fechar portas e apenas 6% optaram por reduzir a oferta de produtos ou serviços.

 

Na maioria dos países, as PME estiveram focadas em explorar novos segmentos de mercado (23%) e em diversificar a oferta de produtos ou serviços (21%). As excepções foram a Alemanha e a Áustria, onde as empresas estiveram mais preocupadas em investir em operações e activos.

 

Na Europa, onde o crescimento económico permanece moderado, uma parte reduzida das PME questionadas arrisca a contratar colaboradores, aumentar ordenados ou a expandir-se para novos mercados. No entanto, na Europa do Sul, onde a desaceleração da economia tem sido particularmente acentuada, as empresas continuam focadas na redução de preços.

 

Por outro lado, as empresas na América Latina, e nomeadamente no Brasil, procuram aumentar ordenados, apesar do lento crescimento económico nestas regiões. Em África e no Médio Oriente também se verifica a tendência de aumento de ordenados, apesar dos empresários locais estarem bastante mais focados na expansão para novos mercados. 




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