Banca & Finanças Deutsche Bank vai cortar 6 mil empregos

Deutsche Bank vai cortar 6 mil empregos

O maior banco alemão pretende eliminar 6 mil postos de trabalho na unidade de banca de retalho.
Deutsche Bank vai cortar 6 mil empregos
reuters
Nuno Carregueiro 11 de março de 2018 às 18:25

A administração do Deutsche Bank pretende cortar 6 mil empregos na unidade de banca de retalho do maior banco alemão, noticiou a Bloomberg.

 

O número de postos de trabalho a reduzir na unidade recentemente criada pelo Deutsche Bank é ainda provisório, pois não decorreram ainda as negociações com os sindicatos e as comissões que representam os trabalhadores.

 

O plano de corte de postos de trabalho durará até 2022 e prevê a saída de mil trabalhadores por ano através de rescisões voluntárias e saídas naturais.

 

Já se antecipava que o maior banco alemão pretendia reduzir a força de trabalha na unidade de banca de retalho, que foi recentemente criada através da fusão entre a antiga unidade do banco e a sua subsidiária Postbank.

 

O CEO John Cryan tem como objectivo cortar 900 milhões de euros aos custos anuais do Deutsche Bank. Esta nova onda de redução de empregos no banco alemão soma-se aos 9.000 que o banco alemão tinha anunciado em 2015 que pretendia eliminar até 2020.

 

Segundo a Bloomberg, apesar de só agora se falar de números a nível global, o corte de empregos na unidade de retalho já começou no final do ano passado através de um programa de rescisões voluntárias.

 

Nos últimos tempos têm sido vários os bancos a nível global a anunciar cortes de postos de trabalho de elevada dimensão, sobretudo nas unidades de retalho, devido à digitalização dos seus serviços e menor utilização das agências bancárias por parte dos clientes.

Administração sem bónus

O maior banco alemão também foi notícia este fim-de-semana devido à decisão da sua administração de prescindir dos bónus pelo terceiro ano seguido.

 

O CEO disse ao jornal Die Zeit que os 12 membros do Conselho de Administração não vão receber a remuneração variável relativa ao exercício de 2017, ano em que o banco registou um prejuízo de 500 milhões de euros.

 

Em sentido inverso, o Deutsche Bank decidiu aumentar os gastos com o pagamento de bónus aos trabalhadores, definindo um montante que segundo a Bloomberg ascende a 2 mil milhões de euros, bem acima dos 546 milhões de euros do ano passado.




A sua opinião9
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
mais votado Anónimo 11.03.2018

Em tugal é a conta-gotas. Quando é. Nós pagámos e continuaremos a pagar.

comentários mais recentes
Anónimo 12.03.2018

A ruína e atraso de Portugal, face aos seus congéneres europeus mais desenvolvidos e ricos, tem como base o facto de se ter criado em Portugal um sistema que, gradualmente, gerou duas seguranças sociais públicas. Uma oficial e outra oficiosa. A oficiosa é parte integrante não de um Estado de Bem-Estar Social legítimo mas antes de um Estado de Bem-Estar Salarial iníquo e insustentável para sindicalizados, em especial do sector público, que auferem uma onerosa e injustificável prestação social sob a forma de remuneração em clara situação de sobreemprego vitalício ou sobrepagamento em crescendo, mesmo quando o preço de mercado para as tarefas que realizam não pára de descer nos mercados mundiais ou a procura, em variadíssimos casos, pura e simplesmente desapareceu se é que alguma vez existiu. Os 4000 colaboradores a menos na banca lusa em 2017, tirados a ferros de forma tardia, cara e incompleta, foram apenas a ponta de um vergonhoso icebergue que as esquerdas teimam em querer esconder.

Anónimo 12.03.2018

Continuo a ler e a ouvir uma estirpe de criminosos lusos a afirmar desbragadamente que não existiu, não existe e nunca existirá um excedentário em Portugal. Acham que isso da gestão de recursos humanos com recurso ao despedimento num mercado laboral flexível, é só "lá fora" nas economias e sociedades mais ricas e avançadas, que, contudo, invejam. Se a loucura tem nomes, os nomes desses criminosos têm o nome da loucura. Existe efectivamente um grave problema de saúde pública em Portugal...

Anónimo 12.03.2018

Em muitas organizações portuguesas, mesmo aqueles que estão entre os melhores técnicos do sector, estão em demasia na respectiva organização e eu não tenho que lhes andar a subsidiar o ordenado nem a pagar a futura e muito generosa pensão de reforma. Quem não cria valor e apenas se limita a extraí-lo, por muito boa pessoa e profissional que seja, tem direito ao RSI e a ir oferecer os seus préstimos lá para onde exista procura real, efectiva, para eles. O dealbar das bancarrotas portuguesas, no geral, e o das 3 últimas em particular, tem única e exclusivamente a ver com isto, ao qual se pode chamar má alocação de factores produtivos na economia.

Anónimo 12.03.2018

Em todas as economias desenvolvidas há salários que têm por base talento e têm por objectivo a criação de valor. Esses salários têm procura de mercado e atraem diversas combinações de capital e recursos naturais de modo a gerar produção. Há também salários que tendo ou não talento por base, não criam qualquer valor. Esses salários não têm procura de mercado e são subsidiados por contribuintes e consumidores. No universo do Estado, e em especial em arranjos político-legais como o instituído em Portugal ou Grécia, esses salários subsidiados, sem procura e que em vez de criarem valor se limitam a extraí-lo, tendem a ser muito frequentes e eternamente protegidos. São efectivamente blindados à prova de mercado ou avanço tecnológico. A crise portuguesa e grega foi tão somente o agudizar desta triste realidade levada ao extremo. Pior só na Coreia do Norte da década de 1990, votada à fome, e na Venezuela madurista.

ver mais comentários
Saber mais e Alertas
pub