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Deutsche Bank volta a ter prejuízo mesmo após reestruturação profunda

A luta do banco alemão para voltar aos lucros e a uma trajetória de crescimento parece continuar a não surtir efeitos.

O Deutsche Bank destaca-se tambem na lista dos mais reclamados no segmento do crédito à habitação e hipotecário. A instituição recebeu 0,99 queixas por cada 1.000 contratos de crédito à habitação.
Negócios jng@negocios.pt 30 de Outubro de 2019 às 08:29
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O Deutsche Bank volta a mostrar uma quebra nas receitas e a aumentar o prejuízo, depois de ter cortado um quinto da força de trabalho.

O banco alemão mostrou um prejuízo de 832 milhões de euros no terceiro trimestre de 2019, uma perda maior do que os 778 milhões de euros estimados pelos analistas consultados pela Refinitiv. No mesmo período do ano anterior, apresentou lucros de 229 milhões de euros mas no último trimestre o prejuízo ascendeu aos 3,15 mil milhões.

O maior banco alemão viu as receitas do trading de dívida e no mercado cambial a cair 13%, contrariando a tendência verificada nos gigantes em Wall Street. Esta é, geralmente, uma das áreas mais fortes do banco. As restantes áreas de negócio quebraram 4%, com exceção do segmento da banca corporativa.

"Apesar de termos lançado a reestruturação mais profunda no nosso banco em duas décadas, apresentámos lucros nos nossos quatro negócios principais durante o trimestre e crescemos nos empréstimos e ativos que temos sob gestão", declarou o CEO da instituição, Christian Sewing.

A missão do CEO é a de tentar reverter anos de contração de receitas e lucros fracos. A estratégia tem sido a de se retirar de negócios menos lucrativos e focar-se naqueles em que tem melhor prestação, como o da banca corporativa. Contudo, há riscos neste segmento, tendo em conta a concorrência crescente e as taxas de juro negativas na Europa. Apesar do plano ter recebido a aprovação dos acionistas e reguladores, os analistas avisam para os riscos de execução do plano de recuperação.

O Deutsche Bank tem o objetivo de eliminar um total de 18 mil postos de trabalho em todo o mundo, o que corresponde a cerca de um quinto da sua força laboral. A Bloomberg revela que cerca de metade destes postos de trabalho serão eliminados na Alemanha, o principal mercado do banco. Mais recentemente, foi noticiada a possibilidade de estender este número alargando os cortes a novas unidades.

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