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Deutsche Bank: BCP deverá adiar reembolso da ajuda do Estado

Ao contrário das previsões do banco liderado por Nuno Amado, o reembolso da ajuda Estatal deverá ser adiado para 2017. A estimativa é do Deutsche Bank, que acrescenta que os rácios de capital e o banco na Polónia são as principais dores de cabeça para o BCP.

Pedro Elias/Negócios
André Tanque Jesus andrejesus@negocios.pt 19 de Outubro de 2015 às 13:45
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Pagar a ajuda estatal até o início de 2016. Esta é a intenção do BCP da qual o Deutsche Bank desconfia. A instituição financeira alemã estima que o reembolso das obrigações convertíveis (CoCo’s) seja repartido em dois anos, sendo concluído apenas em 2017. E acrescenta que o principal desafio do banco liderado por Nuno Amado (na foto) continuam a ser os rácios de capital.

"Acreditamos que haverá um atraso no reembolso dos CoCo’s" pelo BCP, afirma Raoul Leonard, numa nota de análise a que o Negócios teve acesso. Se a previsão do banco português é de que irá pagar a restante ajuda estatal até ao início de 2016, o analista do Deutsche Bank aponta que apenas 350 milhões de euros serão pagos nesse ano, sendo que os restantes 400 milhões deverão ser adiados para 2017.

Mas "o principal desafio do banco continua a ser o seu rácio ‘core tier 1’", aponta o Deutsche Bank, prevendo que este se situe nos 9,0% em 2017, "incluindo o reembolso ao Estado dos 750 milhões de euros em CoCo’s e depois do provável impacto de -110 pontos base" das alterações ao regime de activos por impostos diferidos.

Além disso, o analista Raoul Leonard reconhece ainda que "a subsidiária polaca [Bank Millennium] enfrenta riscos políticos relacionados com a potencial exposição a hipotecas indexadas a francos suíços e a introdução de um imposto especial sobre a banca". Feitas as contas, o Deutsche Bank mantém o preço-alvo de 6,0 cêntimos para o BCP e a recomendação de "manter". "Acreditamos que a actual avaliação aglomera estes riscos", conclui.


Lucros ligeiramente inferiores

O resultado líquido do BCP saiu de negativo no primeiro trimestre deste ano. E voltou a crescer entre Abril e Junho, fixando-se 170 milhões de euros. Contudo, o Deutsche Bank aponta para uma queda no terceiro trimestre, estimando lucros de apenas 41 milhões. Ainda assim, este resultado supera o prejuízo de 36 milhões do período homólogo.

Por outro lado, o Deutsche Bank espera uma margem financeira superior, tanto em termos homólogos como face ao segundo trimestre deste ano. A perspectiva é que se situe nos 305 milhões de euros, quando há três meses foi de 300 milhões e há um ano de 295 milhões.

(Notícia actualizada às 16h29, corrigindo a recomendação do Deutsche Bank de "comprar" para "manter")

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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