Banca & Finanças Deutsche Bank diz que há bancos a mais na Alemanha

Deutsche Bank diz que há bancos a mais na Alemanha

O elevado número de bancos na Alemanha cria "uma concorrência muito forte sobre os preços", algo que é bom para os clientes mas mau para o sector bancário, sublinha o presidente do maior banco alemão.
Deutsche Bank diz que há bancos a mais na Alemanha
Bloomberg
Negócios 31 de agosto de 2016 às 11:16
O presidente do Deutsche Bank, o britânico John Cryan, afirmou esta quarta-feira, 31 de Agosto, que "há demasiados bancos na Alemanha" porque não se fez um processo de consolidação como noutros países, nomeadamente em Espanha.

Cryan disse ainda, num congresso sobre banca organizado pelo jornal alemão Handelsblatt, que decorreu em Frankfurt, na Alemanha, que a Itália também vai na direcção da consolidação do sector financeiro.

O elevado número de bancos na Alemanha cria "uma concorrência muito forte sobre os preços", algo que é bom para os clientes mas mau para o sector bancário.

Simultaneamente, o presidente do Deutsche Bank considerou que muitos bancos alemães não têm pressão para conseguirem retornos mais atractivos porque são de propriedade pública, como é o caso das caixas de aforro e dos bancos regionais dos Estados federados.

A capacidade competitiva dos bancos alemães cai cada vez mais em comparação com os pares internacionais, disse Cryan, que também destacou que, neste momento, só há dois grandes bancos no país, o Deutsche Bank e o Commerzbank.

Para o presidente do Deutsche Bank, é preciso que os bancos alemães cresçam e reduzam os custos, tendo a tecnologia um papel importante no cumprimento destes dois objectivos.

No entanto, John Cryan afirmou que "o Banco Central Europeu fez muito para estabilizar a Europa", alertando, contudo, que os efeitos secundários da actual política da instituição liderada por Mario Draghi já se notam.

A receita com juros, que anteriormente eram a principal fonte de receita dos bancos, caiu 7% desde 2009 no conjunto da zona euro, de acordo com os números avançados pelo presidente do Deutsche Bank, destacando que, no caso italiano, esta queda foi de um quarto.



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