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Deutsche Boerse e NYSE oferecem soluções para aliviarem receios da concorrência

A Deutsche Boerse e a NYSE estão a propor vender as suas unidades respectivas da actividade de derivados, bem como dar acesso aos concorrentes à sua câmara de compensação. O objectivo é suavizar os receios dos reguladores europeus relativos à sua proposta de fusão.

Andreia Major amajor@negocios.pt 18 de Novembro de 2011 às 15:42
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A NYSE Euronext está a propor desinvestir na sua unidade de derivados pan-europeia, e a Deutsche Boerse propõe vender as suas respectivas unidades nos "mercados nacionais" da NYSE, de acordo com a Bloomberg.

As alterações facilitam também o acesso das concorrentes à câmara de compensação da Deutsche Boerse, a “Eurex Clearing”, para amenizar os receios das concorrentes sobre as taxas de juro europeias e os mercados de derivados de acções.

“É inteligente”, disse Richard Perrot, analista cambial do Berenberg Bank, à Bloomberg. “O desinvestimento é relativamente pequeno do ponto de vista económico mas, com a câmara de compensação, elas estão a oferecer algo, mesmo que ainda continuem a proteger os seus produtos existentes. Não é claro que será o suficiente, mas vale a pena tentar”, acrescentou o estratega.

Recorde-se que as câmaras de compensação (“clearing houses”) são serviços autónomos da bolsa responsáveis pelo registo, compensação e liquidação, gestão dos mecanismos de segurança e controlo do risco das operações sobre contratos de futuros e opções aí negociados.

Por outras palavras, as câmaras de compensação funcionam como uma garantia adicional às transacções, competindo-lhes compensar uma das partes caso a outra seja incapaz de honrar as suas responsabilidades. Assim, as empresas que pedem a adesão a uma câmara de compensação, estão a diminuir o risco das suas operações.

As duas bolsas de valores já tinham avançado, no início de Outubro, com a intenção de se fundirem. Nessa altura, de acordo com duas fontes com conhecimento do caso, os reguladores da União Europeia iriam opor-se formalmente à proposta de fusão devido ao forte peso que as duas bolsas de valores juntas representavam juntas.

Já em Outubro se apontou que as empresas deveriam oferecerem concessões para aliviarem os receios da concorrência.

A Comissão Europeia abriu uma investigação mais profunda sobre o acordo entre as duas bolsas a 4 de Agosto, alegando as preocupações sobre o impacto do negócio nos derivados e nas acções. O prazo estabelecido para se decidir se se autoriza, ou não, a fusão é até 13 de Dezembro.



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