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Diferendo na privatização da Portucel resolvido

O diferendo que durante as últimas semanas tem oposto o Governo e a Portucel deverá estar resolvido, depois de um parecer da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ter desvalorizado a necessidade de fazer uma auditoria aos procedimentos que con

Negócios negocios@negocios.pt 22 de Setembro de 2006 às 09:42
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O diferendo que durante as últimas semanas tem oposto o Governo e a Portucel deverá estar resolvido, depois de um parecer da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ter desvalorizado a necessidade de fazer uma auditoria aos procedimentos que conduziram à elaboração do prospecto, que ditou as regras para a nova fase de venda de acções da papeleira.

O cenário de uma auditoria ao prospecto foi assim afastado, visto que, segundo a CMVM "a responsabilidade do emitente [Portucel] e dos titulares dos seus órgãos de administração e fiscalização da informação, contida no prospecto, decorre da lei e não pode ser afastada ou modificada por vontade de responsáveis ou de terceiros", adiantou hoje o Diário de Notícias.

O jornal explica que a Portucel pretendia, com a auditoria, proteger-se de uma eventual desactualização da informação. O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, tinha acusado a Portucel de estar a dificultar o processo de privatização, com a empresa de Pedro Queirós Pereira a refutar as acusações alguns dias depois, afirmando, em comunicado à CMVM, que "tem mantido com as entidades que representam o Governo nesta matéria relações pautadas por elevados padrões de comportamento ético e responsável, assumindo todos os compromissos decorrentes do processo de privatização".

A terceira fase de privatização da Portucel foi aprovada em Conselho de Ministros em Agosto deste ano, estando em cima da mesa uma participação de 25,7%, que deverá agora ser vendida, possivelmente através de uma operação pública de venda (OPV). 

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