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Direitos do BES negociados em bolsa dão acesso a 3% do novo capital

Os direitos de subscrição do Banco Espírito Santo (BES) negociados nos últimos três dias dão acesso a subscrever acções suficientes para passar a controlar 3% do capital da instituição após a operação de reforço dos fundos próprios em curso. Uma percentagem que, no entanto, deverá ficar dispersa por vários investidores.

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Os direitos de subscrição do Banco Espírito Santo (BES) negociados nos últimos três dias dão acesso a subscrever acções suficientes para passar a controlar 3% do capital da instituição após a operação de reforço dos fundos próprios em curso. Uma percentagem que, no entanto, deverá ficar dispersa por vários investidores.

Não é expectável que o aumento de capital em curso, destinado a captar 1,2 mil milhões de euros, traga alterações à estrutura accionista do banco. Até porque os investidores de referência, como a família Espírito Santo, o Crédit Agricole e o Bradesco, assinaram um compromisso de que vão acompanhar a operação. No total, já mudaram de mãos 26,5 milhões de direitos, ou seja, cerca de 5%.

No entanto, tendo em conta que accionistas detentores de 58,4% do BES se comprometeram a acompanhar o reforço de capital, apenas podem ser negociados em bolsa 292 milhões de direitos. Tendo em conta este tecto, os valores mobiliários que mudaram de mãos correspondem a 9% dos direitos negociáveis.

O número de direitos negociados diariamente tem vindo a aumentar. Paralelamente, a desvalorização dos títulos tem-se acentuado. Ontem, dia em que mudaram de mãos quase 13 milhões de direitos, o seu valor caiu 21,19%, elevando para 41% a queda acumulada no conjunto das três primeiras sessões de negociação, tendo em conta a última cotação de fecho e preço teórico a que foram admitidos (dois euros).

"A forte queda dos direitos demonstra que para além dos 60% [de capital controlado pelos accionistas de referência] não há interesse por parte dos restantes investidores em participar neste aumento de capital", disse um operador contactado pelo Negócios.

Independentemente do nível de adesão dos institucionais e dos pequenos accionistas à operação, o sucesso financeiro da emissão está garantido. Isto porque o banco contratou um sindicato bancário que se comprometeu a tomar firme o reforço de fundos próprios. O

aumento de capital decorre até 7 de Abril, data limite para a subscrição de novas acções. A negociação de direitos que dão acesso à oferta termina a 1 de Abril. Já a admissão à negociação em bolsa dos novos títulos terá lugar a 16 de Abril.

Este aumento de capital destina-se a elevar os rácios de capital do banco liderado por Ricardo Salgado, permitindo-lhe cumprir as novas exigências do Banco de Portugal que definem 8% como o nível mínimo para o rácio de adequação dos fundos próprios de base ("tier one") de qualquer banco.

No final do ano passado, o "tier one" do BES fixava-se em 7,1%. A expectativa da instituição é que aquele rácio suba para 9,21% na sequência do aumento de capital, tendo em conta a utilização do novo método de avaliação de riscos autorizado pelas regras de Basileia II.

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