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Distribuição antecipada de dividendos da PT é tema para ver "a seu tempo"

A distribuição antecipada de dividendos aos accionistas da PT, no seguimento da venda da participação portuguesa na operadora brasileira Vivo, é uma questão a debater "a seu tempo", disse hoje o presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Lusa 30 de Julho de 2010 às 19:16
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"Os accionistas têm que fazer uma análise da situação actual da PT, das perspectivas de investimento futuro, e verificar se há condições para haver alguma distribuição antecipada de dividendos", disse Faria de Oliveira, em entrevista à agência Lusa.

"É uma matéria que, a seu tempo, será decidida pelos accionistas", acrescentou o presidente da CGD, grupo que tem uma participação de 7,3 por cento na Portugal Telecom.

Também Norberto Rosa, administrador da CGD, disse à agência Lusa que ao banco estatal "preocupa mais o interesse e a solidez [da PT] do que retirar dividendos. O mais importante é que a PT saia reforçada".

Segundo um acordo anunciado esta semana, a PT vai vender à espanhola Telefónica, por 7,5 mil milhões de euros, a participação que detinha na brasileira Vivo, e irá comprar uma participação de 22,4 por cento na Oi, outra operadora de telecomunicações brasileira, num negócio que Faria de Oliveira elogiou.

"É uma boa solução e resulta de uma tarefa muito bem desempenhada pelos responsáveis da PT, obviamente com o apoio dos seus accionistas. A solução encontrada é a que melhor defende os interesses da PT", considerou o responsável.

O presidente da CGD considerou que "seria muito difícil" manter a posição da PT na Vivo, sobretudo "num contexto de disputa com um parceiro fundamental como a Telefónica".

Faria de Oliveira disse também que as negociações para a entrada da PT na Oi "estão bem encaminhadas, com todas as condições" para ter êxito.

"Assegura-se uma presença da PT num mercado tão importante como o brasileiro. Vamos esperar que as negociações nesta matéria se concluam, defendendo integralmente os interesses da PT", afirmou.

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