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Dívida da PT em risco de cair pela primeira vez abaixo da classe de «A»

A Standard & Poor’s baixou o «outlook» para a dívida da PT para «negativo», já que a alavancagem é elevada face à notação de «A-». A capacidade da PT para reduzir a dívida está muito dependente do desempenho operacional, da estabilização do défice do fund

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 21 de Outubro de 2005 às 13:26

A S&P acrescenta ainda que «o nível de alavancagem [da PT] é mais elevado do que o desejado» face ao actual «rating», num contexto de «fraco desempenho operacional».

Segundo a casa norte-americana, «a habilidade da PT para reduzir o nível de endividamento está muito dependente de uma melhoria do desempenho operacional no segundo semestre de 2005 e nos períodos seguintes; da estabilização do défice do fundo de pensões; do controlo da remuneração aos accionistas e de eventuais aquisições» que possam vir a ser feitas pela PT no exterior.

Zeinal Bava, responsável pela área financeira da PT, disse recentemente que as responsabilidades não fundeadas com as pensões ultrapassava os 2 mil milhões de euros, cerca de 20% da capitalização bolsista da cotada.

Os itens aventados pela S&P podem conduzir a uma revisão em baixa da notação, «se não forem geridos de uma forma adequada».

O caminho apontado pela S&P para que a PT «defenda a sua actual notação» passa pela estabilização da «performance» do negócios móvel em Portugal; pela redução da dívida; e «por alguma restrição nos programas de recompra de acções própria e nas aquisições».

«Caso a PT falhe nestes objectivos», então o «rating» poderá «sofrer uma descida de um grau», que levaria a operadora para «BBB+».

As acções da PT seguiam a subir 0,26% para os 7,57 euros.

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