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Dividendos oferecidos pela Sonecom aumentam possibilidade de desblindagem dos estatutos na AG

O pagamento de 5,7 mil milhões de euros oferecidos pela Sonaecom aos accionistas da Portugal Telecom (PT) que permaneçam na empresa após a OPA, aumenta, segundo o BPI, as possibilidades de desblindagem dos estatutos na Assembleia Geral.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 28 de Fevereiro de 2007 às 10:26
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O pagamento de 5,7 mil milhões de euros oferecidos pela Sonaecom aos accionistas da Portugal Telecom (PT) que permaneçam na empresa após a OPA, aumenta, segundo o BPI, as possibilidades de desblindagem dos estatutos na Assembleia Geral.

A empresa de Paulo Azevedo apresentou ontem à noite um pacote de dividendos em "cash" avaliado em 5,7 mil milhões de euros, ou 5,1 euros por acção, de 2007 a 2010 aos accionistas da PT que queiram permanecer na empresa depois da OPA. Para o BPI, esta proposta aumenta a atractividade da operadora portuguesa junto dos accionistas que decidam não vender as acções já que "iguala, ou mesmo supera, o plano de dividendos oferecidos pela PT".

A administração liderada por Henrique Granadeiro, em resposta à OPA da Sonaecom a 10,50 euros, apresentou um pacote de remuneração orçado em 6,2 mil milhões de euros, ou 5,6 euros por acção. No entanto, a Sonaecom argumenta que este pacote de remuneração é de apenas 3,8 mil milhões de euros, segundo cálculos efectuados pelo oferente.

A casa de investimentos acredita que o pacote de dividendos apresentado ontem pela Sonaecom aumenta as possibilidades de desblindagem dos estatutos na Assembleia Geral da PT, que vai ter lugar esta sexta feira.

Também John dos Santos, da Lisbon Brokers, acredita que o pacote anunciado ontem por Paulo Azevedo "favorece a desblindagem" mas sublinha que em termos gerais esta proposta "não altera muita coisa".

O BPI considera ainda que o pacote de dividendos tem um "impacto positivo" tanto para os accionistas da empresa de Paulo Azevedo como para os da PT.

A Sonaecom estima pagar os 5,7 mil milhões de euros aos accionistas até 2010, dividindo este valor na entrega de 1,8 mil milhões de euros ainda este ano; mais 2,1 mil milhões de euros em 2008, no ano seguinte 700 milhões de euros e em 2010 outros mil milhões de euros.

Este pacote, equivalente a 5,1 euros por acção, está sujeito a várias condições. Primeiro, que a Soanecom fique com mais de 60% do capital da PT na oferta pública que decorre até 9 de Março. Além disso, dependerá ainda dos fundos disponíveis que resultem da actividade da PT, da venda de activos e de outros processos de reestruturação que venham a libertar dinheiro para distribuir aos accionistas.

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