Empresas Donos do fundo da Comporta ficam com 4 milhões

Donos do fundo da Comporta ficam com 4 milhões

A Rioforte poderá receber um máximo de 2,4 milhões de euros pela venda da participação maioritária no fundo imobiliário da Herdade da Comporta. O Novo Banco fica com cerca de 600 mil euros.
Donos do fundo da Comporta ficam com 4 milhões
Rui Minderico/Correio da Manhã
Diogo Cavaleiro 03 de dezembro de 2018 às 19:24

Os donos do fundo imobiliário da Herdade da Comporta, veículo cujos principais activos estão a ser vendidos à Vanguard Properties e à Amorim Luxury, vão receber um máximo de 4 milhões de euros do total de 158 milhões que totaliza a oferta.

 

O número foi assumido na assembleia de participantes que teve lugar a 27 de Novembro, e esta segunda-feira, 3 de Dezembro, os números, confirmados pelo Negócios, foram noticiados pelo Expresso.

 

Estes 4 milhões representam o montante máximo a obter pelos participantes do fundo imobiliário, sendo que os 158 milhões de euros ainda podem sofrer alguma variação até à concretização da transacção, que só irá ocorrer no próximo ano.

 

A maior fatia vai para as mãos da Rioforte, sociedade de topo do Grupo Espírito Santo que está em insolvência no Luxemburgo e que é dona de 59% do fundo imobiliário vendedor. Ou seja, proporcionalmente, o montante a encaixar pela massa insolvente da Rioforte é de 2,4 milhões de euros.

 

O Novo Banco recebe uma porção superior a 600 mil euros, já que nas suas mãos estão cerca de 15% do veículo gerido pela Gesfimo.

 

Os restantes detentores de unidades de participação do fundo imobiliário, antigos aliados ou membros da família Espírito Santo, ficam com perto de 1 milhão. São 85 estes titulares de unidades de participação do fundo criado em 2006.

 

A maior parte do dinheiro pago pelo agrupamento vencedor, liderado por Claude Berda e Paula Amorim, vai para fazer face à dívida do fundo imobiliário perante a Caixa Geral de Depósitos, que se encontrava perto de 120 milhões de euros no fim do ano passado e que cresce cerca de 1 milhão de euros ao ano. Segundo o Expresso, o banco público deixou de exigir juros moratórios, esperando a Gesfimo, gestora do fundo imobiliário, que a dívida seja de 116 milhões de euros no fecho de 2018. Certo é que a CGD já assumiu que quer participar parcialmente no financiamento do novo projecto (o que pode acontecer mediante o refinanciamento da dívida).

 

Só depois de pagar à CGD e a outros credores é que os donos de unidades de participação vão auferir o seu dinheiro.




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