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Douro Azul mantém o Atlântida como "ferry" e já não o leva para o Amazonas

O "ferryboat" Atlântida, comprado pela Douro Azul aos Estaleiros Navais de Viana, já não vai para o Amazonas. O empresário Mário Ferreira vai manter a vocação de "ferry" do barco, admitindo até a sua venda, e garante que o projecto para o Brasil será assegurado com um navio construído de raiz em Portugal.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 12 de Dezembro de 2014 às 19:02
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O Atlântida, comprado pela Douro Azul por 8,75 milhões de euros, a que acresceriam cerca de seis milhões de euros para o transformar num navio de cruzeiro, afinal vai manter a vocação de ferry, pelo que já não irá operar no Amazonas.

 

"O Grupo Douro Azul desenvolveu, nos últimos três meses, uma análise profunda às condições de operação do navio Atlântida e decidiu dar um novo rumo à embarcação perante as inúmeras solicitações de que foi alvo por parte de operadores internacionais", começa por explicar a empresa de Mário Ferreira, em comunicado.

 

"A qualidade técnica e operacional do navio Atlântida, construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, não passou despercebida a vários operadores internacionais que contactaram a Douro Azul no sentido de, em parceria ou individualmente, darem um novo destino à embarcação", prossegue o documento.

 

A Douro Azul tem, assim, em carteira, "vários desafios e alternativas válidas para o Atlântida para operar em águas internacionais, seja numa operação típica de 'ferry', seja no apoio a plataformas petrolíferas".

 

Descartada a opção Atlântida para o Amazonas, a Douro Azul "regressa ao modelo original com uma embarcação construída de raiz, preferencialmente em Portugal", para operar no rio brasileiro.

 

"Mediante as inúmeras e aliciantes propostas que me chegaram, por parte de operadores internacionais, tivemos que repensar o futuro do Atlântida e estamos agora numa fase de apreciação das propostas concretas de operação que tanto podem envolver a DouroAzul na continuidade da operação ou não. A opção é nossa mas existem condições para que a internacionalização da DouroAzul possa sair reforçada", afirmou Mário Ferreira, admitindo assim a possibilidade de venda do navio.

 

"Desde que adquirimos o navio, em Setembro de 2014, pudemos fazer uma análise profunda e rigorosa ao Atlântida e, perante as oportunidades que entretanto se colocaram, chegámos à conclusão que não fazia sentido proceder a obras profundas de reconstrução, desvirtuando uma embarcação com tanta qualidade técnica e tanta procura", explicou.

 

O Atlântida é uma embarcação de 98 metros de comprimento, com capacidade de transporte de 125 veículos ligeiros de passageiros e 8 veículos pesados, podendo viajar no seu interior 750 passageiros. O navio dispõe de 27 cabinas, algumas delas duplas, e vários salões de apoio.

 

Perante esta possibilidade do Atlântida rumar a outras paragens, a Mystic Cruises – veículo societário do grupo no Brasil – "decidiu repensar o seu projecto turístico para a Amazónia, mantendo a intenção de operar no maior rio do Mundo, entre Manaus, no Brasil, e Iquitos, no Peru, numa distância de dois mil quilómetros, logo que esteja operacional um novo navio-hotel".

 

Mário Ferreira afiança que o projecto da Amazónia continua nos planos da Douro Azul. "Mas agora teremos que pensar na construção de raiz de uma embarcação especializada para poder operar no Amazonas, preferencialmente feita em Portugal, em estaleiros portugueses que já deram provas da sua capacidade nesta matéria", rematou Mário Ferreira. 

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