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Draghi considera que se "subestimaram" problemas do Bankia

O responsável do BCE acredita que os problemas do Bankia foram subestimados numa fase inicial e defendeu uma maior centralização da supervisão bancária. O responsável reitera ainda a importância do reforço dos capitais.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 31 de Maio de 2012 às 12:12
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Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), falou numa comissão do Parlamento Europeu na qualidade de presidente da Conselho Europeu do Risco Sistémico.

Os problemas do Bankia e a subida do prémio de risco da dívida espanhola dominaram as perguntas feitas feitas a Draghi, revela o “Cinco Días” na sua edição online. O presidente do BCE lamentou que “se subestimassem os problemas do Bankia no seu princípio”, tendo sido necessárias várias revisões da recapitalização para o banco.

“Casos como o Bankia demonstram que enfrentamos a necessidade de recapitalização; é melhor pecar por excesso do que por defeito”, defendeu Draghi, referindo que a injecção de dinheiros públicos na banca tem sido mal feita. “Todos os países acabaram por fazer as coisas da pior maneira possível e ao custo mais alto que se podia imaginar”, acrescentou.

“Apelo a todos os governos que tenham em conta que quando se tratam de necessidades de capitalização é melhor corrigir à ‘posteriori’ do que acabar por ter carências”, aconselhou.

“É necessária maior centralização da supervisão bancária”

Para Mario Draghi, o Bankia também demonstra que é necessário que os poderes de supervisão sejam centralizados de forma a ser possível prever a existência de riscos sistémicos.

“O Bankia não é um banco transfronteiriço mas mesmo assim é um banco muito sistémico”, exemplificou. Daí que uma das lições a retirar do caso do Bankia seja a “necessidade de maior centralização da supervisão bancária para prever os riscos sistémicos”.
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