Banca & Finanças Durão Barroso: "algo deve ser feito" para resolver situação da banca

Durão Barroso: "algo deve ser feito" para resolver situação da banca

Durão Barroso não quer comentar a possibilidade da criação de um "banco mau" mas defende que "algo deve ser feito em Portugal para resolver a questão dos bancos".
Durão Barroso: "algo deve ser feito" para resolver situação da banca
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 12 de abril de 2016 às 12:55

O ex-presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, recusou esta terça-feira, 12 de Abril, comentar a criação de um veículo para activos tóxicos da banca, mas defendeu que "algo deve ser feito em Portugal para resolver a questão dos bancos".

 

"Não conheço essa proposta [do primeiro-ministro António Costa], não posso, pois, comentá-la. O que posso dizer é que algo deve ser feito em Portugal para resolver a questão dos bancos", disse José Manuel Durão Barroso à imprensa, à margem de uma conferência em Lisboa. 

 

O também ex-primeiro-ministro português justificou essa necessidade afirmando que "a situação da banca portuguesa continua difícil apesar de todos os esforços feitos" e que "é do interesse português e europeu" encontrar uma solução.

 

"Para que haja plena confiança na banca portuguesa e para que não continuem a surgir notícias (...) sobre este ou aquele banco, num caso recente, a resolução de um banco", disse. 

Durão Barroso frisou neste contexto o papel essencial do sistema bancário português enquanto "principal meio de financiamento da economia".

O ex-presidente da Comissão Europeia (2004-2014) referiu contudo que os problemas de competitividade não se resumem ao sistema bancário, defendendo a prossecução de "reformas estruturais", mas repetiu que "é sem dúvida um problema", para concluir: "Se houver propostas interessantes e inteligentes para o resolver, muito bem".

O primeiro-ministro português, António Costa, defendeu no domingo, numa entrevista à TSF e ao DN, que é "útil para o país encontrar um veículo de resolução do crédito malparado".

"Acho que era útil para o país encontrar um veículo de resolução do crédito malparado, de forma a libertar o sistema financeiro de um ónus que dificulta uma participação mais ativa nas necessidades de financiamento das empresas portuguesas", explicou.

(Notícia actualizada às 13:12)




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