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Durão Barroso rejeita responsabilidades pela falta de salários nas OGMA

O primeiro ministro Durão Barroso rejeitou hoje responsabilidades na falta de pagamentos dos salários aos trabalhadores das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA) que entraram em greve de laboração por reclamarem os salários de Junho em atraso.

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 09 de Julho de 2002 às 17:18
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O primeiro ministro Durão Barroso rejeitou hoje responsabilidades na falta de pagamentos dos salários aos trabalhadores das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA) que hoje entraram em greve de laboração por reclamarem os salários de Junho em atraso.

No debate sobre o Estado da Nação na Assembleia da República, Durão Barroso garantiu que o Governo irá desbloquear de uma verba para resolver a situação dos trabalhadores da fabricante de componentes e estruturas para aeronaves e outros equipamentos para a indústria aeroespacial.

Os trabalhadores reuniram-se hoje às portas da empresa em protesto por não terem recebido os salários de Junho e o correspondente subsídio de férias, tendo-se encontrado à tarde com o ministro da Defesa, que tutela a empresa, que garantiu a resolução da situação.

«A responsabilidade (quanto ao ponto de ruptura financeira a que a empresa chegou) é do meu Governo?», perguntou ironicamente Durão Barroso aos parlamentares no referido debate, garantindo, no entanto, que «estamos a trabalhar com as OGMA porque nos interessa o futuro dos trabalhadores».

Segundo o primeiro ministro, a companhia obteve prejuízos, entre 1996 a 2000, de 30 milhões de euros. Em 2001, a empresa teve perdas de 40 milhões de euros. O endividamento de curto prazo ascende aos 45 milhões de euros, enquanto o passivo total se encontra nos 160 milhões de euros.

«Mesmo assim, o Governo anterior achou por bem contratar de mais 800 trabalhadores», argumentou Barroso, acrescentando que «estou disponível para assumir as minhas responsabilidades, mas sinto que não é justo atribuir-me essa responsabilidade».

«Por isso mesmo foi disponibilizada uma verba que permite pagar alguns salários de Junho e o mês de férias e estamos a falar com a banca para resolver a situação», concluiu o mesmo responsável.

A administração da empresa garantiu, a título temporário, o pagamento de cerca de 500 euros por trabalhador até que os pagamentos fiquem regularizados.

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