Empresas "É difícil dizer" quanto vai custar à Lego o fim do plástico

"É difícil dizer" quanto vai custar à Lego o fim do plástico

A empresa detida por uma das famílias mais ricas da Dinamarca anunciou que quer deixar de usar plástico nas suas famosas peças. Contudo, o CEO ainda não revelou quanto é que a Lego vai gastar para implementar estas alterações.
"É difícil dizer" quanto vai custar à Lego o fim do plástico
Reuters
Negócios 05 de setembro de 2018 às 15:30

Há 60 anos que a Lego produz peças em plástico. Mas que deixar de fazê-lo. A empresa planeia usar materiais sustentáveis a partir de 2030, nomeadamente cana-de-açúcar. Contudo, não avança quanto é que este plano vai custar à empresa, nem se vai afectar os resultados futuros.

 

Foi em Março que a empresa liderada por Niels B. Christiansen e detida por uma das famílias mais ricas da Dinamarca anunciou que queria eliminar a dependência do plástico feito a partir de petróleo e fabricar brinquedos com materiais recicláveis ou à base de fibras de plantas.

 

O desafio agora é desenhar blocos que encaixem na perfeição, que mantenham as suas cores e que não se partam com facilidade. Ou seja, a empresa quer mudar os "ingredientes", mas manter o produto exactamente igual ao que é hoje em dia. E este plano vai custar dinheiro, mas a empresa não diz quanto.

 

"É difícil dizer" quanto é que o plano de deixar de usar plástico até 2030 vai custar, afirmou Niels B. Christiansen, CEO da Lego, à Bloomberg. "Nem sequer tenho a certeza se vamos ser capazes de criar algo com a qualidade pretendida", salientou.

 

Os primeiros passos já foram dados este ano com a produção de peças em polietileno, obtido através da conversão do etileno da cana-de-açúcar. Entre 1 e 17 de Agosto, a Lego disponibilizou o conjunto "Plants from Plants" gratuitamente em compras superiores a 35 euros, mas que só esteve disponível online e em alguns países devido ao acesso limitado aos materiais sustentáveis.

 

Grandes marcas estão a abandonar o plástico

 

Não é só a Lego que quer deixar de usar plástico. Há cada vez mais empresas a tentar usar materiais recicláveis ou que sejam, no mínimo, menos poluentes.  

 

Por exemplo, a Coca-Cola planeia reciclar o equivalente a todas as garrafas e latas que usa até 2030. Já a Unilever afirmou que todas as embalagens em plástico serão recicláveis até 2025. Outras, como o McDonald’s e Starbucks, estão a deixar de usar palhinhas de plástico.

 

As empresas estão a tornar-se mais amigas do ambiente depois de Bruxelas ter apresentado, em Maio, medidas para reduzir a poluição nos mares e oceanos e que incluem a proibição do uso de plástico em produtos como cotonetes, talheres, palhinhas e paus de balões. Estes produtos representam 70% dos resíduos marítimos na União Europeia.




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