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E se o Governo pagar a desempregados para trabalharem no BPI ou em grandes empresas?

A proposta é de Fernando Ulrich, que se queixa de, enquanto presidente de um grande empregador nacional, nunca ter sido contactado para discutir formas de aumentar o emprego em Portugal. Se o Estado ajudasse, o presidente do BPI poderia elevar o número de funcionários do BPI. E defende que isso é verdade para EDP, PT, Jerónimo ou Sonae.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Outubro de 2012 às 12:15
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Em vez de pagar subsídios de desemprego, o Estado poderia pagar aos desempregados para trabalharem em grandes empresas. Em vez de estarem "perdidas", essas pessoas estariam "integradas". Os argumentos são de Fernando Ulrich, o presidente do BPI, e foram defendidos ontem, quarta-feira, numa entrevista à RTP1.

Dizendo que o banco é um dos principais empregadores portugueses, com 6.500 funcionários, Ulrich criticou o facto de nunca ter sido contactado por nenhum responsável – governantes, responsáveis sindicais ou associações empresariais – para lhe ser questionado o que “pode fazer mais para ajudar a criar emprego em Portugal”.

Criação de emprego é possível "com voluntarismo"


O presidente do BPI defendeu que essa é uma pergunta que deve ser feita às grandes empresas, aquelas que, segundo o próprio, têm capacidade para "absorver pessoas" e de as "utilizar de forma útil". Para Fernando Ulrich, “com voluntarismo”, é possível criar emprego no País.

Sem esse voluntarismo, diz Ulrich, o caminho é a diminuição do número de trabalhadores. “Se ninguém negociar comigo nada, se ninguém me propuser nada, o caminho em que nós vamos é o de reduzir pessoas. E é isso que vamos continuar a fazer porque é isso que aumenta a rentabilidade do banco”, disse o presidente do banco privado, que recebeu 1.300 milhões de euros de ajuda estatal este ano para o processo de capitalização a que está obrigado pela regulação.

“Estava à espera do Estado para negociar consigo para aumentar o número de empregados do banco? Se tivesse apoios do Estado poderia criar empregos no BPI?”, questionou Vítor Gonçalves, na entrevista da RTP1.

“E [isso] é melhor do que pagar subsídios de desemprego”, respondeu Fernando Ulrich. “Das pessoas que estão em casa, se pudesse haver 300 ou 500 que estivessem no BPI - nem que fosse por um ano ou dois – aí garanto que era bom para elas, que aprendiam, que se valorizavam, que era bom para a carreira”, continuou o presidente executivo do banco, acrescentando que o apoio poderia passar pelo pagamento integral do salário.

Uma proposta para as grandes empresas

“Isto que estou a dizer o BPI pode fazer, a EDP pode fazer, a Portugal Telecom, a Jerónimo Martins, a Sonae, muitas grandes empresas podem fazer isto”, disse Fernando Ulrich, definindo uma diferença face às pequenas e médias empresas porque, salientou, a recepção de novos funcionários iria "perturbar" essas empresas.

Se o presidente do BPI contar com mais 500 trabalhadores no banco, isso não o irá perturbar e elas “aprendem, estão integradas socialmente, têm destino, têm esperança”. Algo que é contrariado caso estejam em casa a receber subsídios de desemprego, segundo Ulrich – “se estiverem perdidas, sem fazer nada e sem saber para onde ir, os melhores podem emigrar, os outros, se calhar, nem isso”.

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