Aviação Easyjet pede urgência no acordo com militares para reforçar capacidade aérea em Lisboa  

Easyjet pede urgência no acordo com militares para reforçar capacidade aérea em Lisboa  

A companhia aérea, que transportou quase 3 milhões de passageiros em Portugal nos primeiros seis meses do exercício de 2019, avisa  que tem de haver um acordo até 5 de setembro para que 2020 não seja o terceiro verão sem crescimento em Lisboa.  
Easyjet pede urgência no acordo com militares para reforçar capacidade aérea em Lisboa  
Bruno Simão/Negócios
Maria João Babo 17 de maio de 2019 às 13:21

A Easyjet reclama urgência nas negociações com os militares para o aumento da capacidade aérea em Lisboa, apontando o dia 5 de setembro como data limite para evitar que 2020 seja o terceiro verão consecutivo sem crescimento na capital.

Ao Negócios, José Lopes, diretor da companhia aérea para Portugal, explicou que nessa data as companhias aéreas têm de fechar os pedidos de slots para o verão do próximo ano, razão porque considera mesmo que "o Governo deve intermediar o acordo entre o tráfego aéreo e os militares" para que seja feita uma declaração de aumento de capacidade atempadamente.

O responsável salientou a importância da decisão do Governo de permitir o fecho da pista secundária do aeroporto Humberto Delgado, mas frisou que "só isso não basta".

"Sem o aumento da capacidade aérea, 2020 será o terceiro verão consecutivo de crescimento zero em Lisboa", afirmou José Lopes, para quem esse reforço pode pelo menos ser feito nas horas menos utilizadas.


É que em Lisboa, o aeroporto tem à sua volta um conjunto de bases militares – Alverca, Montijo, Sintra e Alcochete – que restringem os fluxos de tráfego civil.


José Lopes recorda ainda que se vier a ser construído o aeroporto do Montijo, isso acontecerá apenas em 2023.

 

Crescimento de 8% em Portugal


No primeiro semestre do exercício de 2019, que terminou a 31 de março, a Easyjet cresceu 8% em Portugal no número de passageiros transportados, atingindo os 2,99 milhões. A oferta aumentou 10%.

Em Lisboa, a companhia aérea atingiu os 1,2 milhões de passageiros transportados, o que equivale a um aumento de 5%, justificado por José Lopes com o aproveitamento de slots residuais mas também pelo aumento da capacidade das aeronaves utilizadas.


No Porto, o crescimento da companhia em passageiros e em capacidade foi de 12%, enquanto na Madeira aumentou a oferta em 4% e os passageiros em 2%.


Já em Faro, José Lopes salienta que a capacidade nos dois últimos invernos cresceu 40%.


Para o conjunto do ano, a Easyjet mantém a perspetiva de atingir os 7 milhões de passageiros em Portugal, o que representará um crescimento de 9,2%.

No entanto, José Lopes afirma que, tendo em conta a atual conjuntura macroeconómica, é necessário que não sejam apenas as companhias aéreas a reagir. Lembrando a tendência de subida do preço do combustível, o responsável revela que a própria tendência de procura de viagens está a avançar para Oriente.

"Era importante que os aeroportos seguissem a mesma estratégica das companhias e não fossemos só nós a baixar os preços mas também os aeroportos a baixar as taxas", afirmou o diretor da companhia para Portugal, lamentando que não seja essa a estratégia da Vinci.  

A Easyjet fechou as contas do primeiro semestre com perdas antes de impostos de 275 milhões de libras (315 milhões de euros), valor que compara com os 18 milhões de libras (20,6 milhões de euros) de prejuízo registado no período homólogo.


A companhia mantém para o conjunto do ano a perspetiva de lucro em linha com as expectativas do mercado, apontando os analistas para 435 milhões de libras.


O número de passageiros no semestre terminado a 31 de março de 2019 cifrou-se em 41,6 milhões, o que constitui um aumento de 13,3%.




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