Empresas Editores e livreiros portugueses unem-se após dez anos de cisão

Editores e livreiros portugueses unem-se após dez anos de cisão

Os editores e livreiros portugueses preparam-se para ter, de novo, uma única associação a representar o sector. Após quase 10 anos de divergências, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e a União de Editores Portugueses (UEP) vão convergir, ainda este ano, numa única entidade.
Lúcia Crespo 30 de julho de 2009 às 15:24
Os editores e livreiros portugueses preparam-se para ter, de novo, uma única associação a representar o sector. Após quase 10 anos de divergências, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e a União de Editores Portugueses (UEP) vão convergir, ainda este ano, numa única entidade.

“Com esta união, a nova associação passará a representar mais de 300 editores e livreiros do País. Mas pretendemos ultrapassar este número”, comenta, ao Negócios, Rui Beja, presidente da APEL, entidade que representa cerca de 250 associados, como a Porto Editora e a Presença.

De acordo com Rui Beja, a nova entidade, oficializada a partir de Setembro, poderá trabalhar de forma “mais harmoniosa”, reforçando a sua capacidade de intervir a favor dos interesses do sector dos livros.

“O sector tem vários desafios relacionados com a evolução tecnológica. Esta união permite dotar os seus associados de maior formação e informação, contribuindo para profissionalizar o sector”, salienta Rui Beja.

“O mundo mudou bastante desde a cisão do sector, em 1999. Entendemos que o mercado é demasiado pequeno para a coexistência de duas associações ”, reforça, por sua vez, Carlos da Veiga Ferreira, presidente da UEP, que tem como associados o grupo Leya, Civilização e Europa América.

Em 1999, um conjunto de editores, entre os quais Carlos da Veiga Ferreira, então dono da Teorema, decidiram sair da APEL, uma entidade com mais de 80 anos, para fundar a UEP. “Existia um enorme imobilismo naquela casa, estava parada no tempo”, defende o presidente da UEP. “A feira do livro era sempre igual, até há dois anos, altura em que foi possível introduzir pavilhões diferentes, acentuada pelo grupo Leya”, sublinha.

O nome da futura associação permanece uma incógnita, bem como as pessoas que a irão presidir. “Penso que as actuais direcções da UEP e AEP vão abaixo para realizar novas eleições”, diz Carlos da Veiga Ferreira.