Energia EDP avança mais de 3% após subida de preço-alvo pelo Société Générale

EDP avança mais de 3% após subida de preço-alvo pelo Société Générale

No rescaldo da divulgação de resultados, na qual a EDP revelou uma quebra nos lucros de quase 40%, a empresa já esteve a subir mais de 3% em bolsa. O Société Générale reviu em alta o preço-alvo e a recomendação da cotada.
EDP avança mais de 3% após subida de preço-alvo pelo Société Générale
Alexandre Azevedo
Ana Batalha Oliveira 17 de maio de 2019 às 10:35

Os títulos da EDP já subiram mais de 3% na primeira sessão após a apresentação de uma quebra dos lucros de quase 40%, a qual desiludiu os investidores mais pessimistas. A negociação das ações da elétrica é animada por uma subida da recomendação e preço-alvo pelo Société Générale (SocGen).

A elétrica liderada por António Mexia segue a somar 2,66% para os 3,275 euros, mas já chegou a avançar 3,23% até aos 3,293 euros. Esta é a terceira sessão de ganhos consecutiva para a cotada, depois de no início da semana ter descido a um mínimo de janeiro na sequência de uma queda de mais de 4% motivada pelo desconto do dividendo. A empresa segue com uma valorização de 7,41% desde o início do ano.

Esta sexta-feira, 17 de maio, o SocGen contrariou o sentimento negativo e melhorou a recomendação da EDP de "vender" para "manter". Esta melhoria foi acompanhada de uma subida do preço-alvo de 3,4%, dos 3 para os 3,30 euros. 

O preço-alvo médio da cotada está nos 3,54 euros – variando entre os 2,70 euros e os 4 euros - e esta tinha nove recomendações de compra, oito para manter e duas para vender, de acordo com os dados da Bloomberg.

Na nota aos investidores, o CaixaBank BPI alinha-se no tom otimista do SocGen. Este banco de investimento aponta que o plano estratégico apresentado pela empresa perspetiva um "crescimento sólido" e a distribuição de um "dividendo superior", com um dividend yield de 6% que ultrapassa a média de 5,1% das pares do setor. O CaixaBank BPI afirma ainda que "com o elevado peso das redes de renováveis, o ruído regulatório ocasional em Portugal deverá recuar perante o crescimento atrativo, dividendos totalmente suportados e potenciais efeitos catalisadores decorrentes dos múltiplos abaixo dos pares, fusões e aquisições e um retorno de 30%". A recomendação desta casa de investimento mantém-se "comprar" e o preço-alvo não altera dos 3,80 euros.

Uma visão menos positiva é veiculada pela Bloomberg Intelligence, unidade que prevê que os resultados apresentados pela elétrica para o primeiro trimestre ditem uma descida do consenso para o EBITDA anual e para as expectativas de crescimento dos lucros. "Tempo (meteorológico) desfavorável, crescentes despesas com juros e uma taxa de imposto mais alta do que o esperado podem pressionar os ganhos para além do primeiro trimestre", lê-se na nota divulgada pela Bloomberg.

Nos três primeiros meses do ano a EDP registou um resultado líquido de 100 milhões de euros, o que representa uma queda de 39% face ao mesmo período do ano passado e superior à prevista pelos analistas que apontavam para uma queda inferior a 30%. Em comunicado emitido esta quinta-feira à CMVM, a elétrica explica que tendo em conta os efeitos não recorrentes o lucro caiu 32% em termos homólogos, para 167 milhões de euros. O CEO da elétrica, António Mexia, justificou a quebra nos resultados com a carga fiscal: "os custos financeiros e impostos mais elevados no primeiro trimestre mais do que mitigaram o impacto positivo do crescimento da distribuição no Brasil e aumento de capacidade renovável".




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