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EDP entre as eléctricas espanholas que vão ter de mudar nome e imagem

O regulador espanhol avança com processo semelhante ao que obriga a alterações na EDP Distribuição, EDP Serviço Universal e EDP Comercial. A filial do grupo português queixa-se da concorrência e tem a posição "mais radical" neste dossiê.

A par da Endesa, a Iberdrola é um dos grupos dominantes no mercado contra a proposta da entidade reguladora em Espanha. Bloomberg
Negócios jng@negocios.pt 02 de Abril de 2018 às 11:44
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O mapa do mercado eléctrico e do gás em Espanha pode "mudar radicalmente" se avançar a proposta da entidade reguladora para que os maiores grupos do sector – Endesa, Iberdrola, Gas Natural Fenosa, EDP Espanha e Viesgo – sejam obrigados a mudar a marca e a imagem das suas várias empresas para "não criar confusão aos consumidores".

 

Segundo escreve o Cinco Días, citando o procedimento aberto pela Comissão Nacional de Mercados e Concorrência (CNMC) visando estes negócios com integração vertical, o objectivo é evitar que as distribuidoras e comercializadoras de referência [actividade regulada] de um mesmo grupo empresarial que as comercializadoras do mercado livre criem confusão na informação remetida ao consumidor, na apresentação da sua marca (denominação social) e na imagem, "como o logotipo ou as cores".

 

Este processo no país vizinho, que só agora está a arrancar, deverá ser semelhante ao iniciado em Julho de 2017 pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) em Portugal para que as empresas do grupo EDP tenham uma imagem e um nome que facilite a sua distinção. Em Portugal estão em causa a EDP Distribuição e a EDP Serviço Universal, que prestam serviços regulados suportados pelas tarifas eléctricas, e a EDP Comercial, devendo as propostas ser conhecidas em breve.

 

Mas se os mercados português e francês – onde a EDF também rebaptizou a sua distribuidora como Enedis – são ambos dominados por um grande grupo, em Espanha há cinco operadores de dimensão, que terão de cumprir com a obrigação imposta pela Lei do Sector Eléctrico, de 2013. Os dados da CNMC mostram que, ao mudar do mercado regulado para o livre, mais de 70% dos consumidores espanhóis acabaram por escolher outra comercializadora do mesmo grupo empresarial.

 
As "duas grandes" e a desafiadora EDP

De acordo com o mesmo jornal, neste processo as duas maiores empresas eléctricas de Espanha (Endesa e Iberdrola) preparam-se para "defender as suas potentes marcas" e opor-se a esta medida, argumentando que essa Lei do Sector Eléctrico apenas exige uma separação das actividades. Além dos nomes e logotipos, também as fardas dos funcionários, os folhetos informativos e os formulários precisam de alteração.

Por outro lado, a EDP Espanha é descrita como aquela que tem "a posição mais radical" neste dossiê da separação das marcas, preparando-se inclusive para reclamar uma marca branca única para todas as comercializadoras reguladas, seja qual for o seu proprietário, ao mesmo tempo que denuncia as dificuldades para concorrer na zona das distribuidoras ou comercializadoras de referência incumbentes.

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