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EDP investe 3,5 milhões em central solar flutuante no Alqueva

A elétrica prevê instalar 10.750 painéis fotovoltaicos na central hídrica que tem no Alentejo. A produção deve arrancar em 2020.  

Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 03 de Junho de 2019 às 10:00
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A EDP pretende investir 3,5 milhões de euros numa central fotovoltaica flutuante no Alqueva. O projeto prevê a instalação de 10.750 painéis numa área equivalente a quatro campos de futebol  e uma produção anual estimada de 6 GWh, replicando em escala industrial o projeto piloto que a empresa está a desenvolver na barragem do Alto Rabagão, Montalegre.

 

O projeto da central fotovoltaica flutuante no Alto Rabagão, que está ser testado desde novembro de 2016, "superou as expetativas, acumulando uma produção 6% acima do previsto desde o seu arranque e uma eficiência maior do que as soluções em terra, além de claros benefícios ambientais", assegurou a empresa em comunicado. Este projeto piloto no Alto Rabagão é composto por 840 painéis solares, que ocupam uma área composto por 840 painéis solares e uma produção anual estimada de cerca de 300 MWh.

 

Agora, tendo em conta os resultados alcançados no Alto Ragabão, e realizados os estudos de viabilidade, a EDP decidiu avançar para um novo projeto no Alqueva, "mas com maior escala (4MW) e em complementaridade com uma central hídrica com sistema de bombagem, que permite a reutilização da água para geração de eletricidade". O projeto implicará a instalação de 10.750 painéis, ocupando uma área de 4 hectares - o equivalente a 4 campos de futebol) - e terá uma produção anual estimada de 6 GWh, "o suficiente para abastecer um quarto da população dos dois municípios da região (Portel e Moura)", detalha a empresa liderada por António Mexia.

 

Além do sistema de bombagem que permite a reutilização da água, a EDP vai também testar a combinação desta tecnologia com um sistema de baterias para armazenamento da energia, para depois ser utilizada nas horas em que não há produção solar.

O projeto está a aguardar a conclusão do licenciamento pela DGEG, "estando o processo de avaliação de incidências ambientais a ser conduzido pela CCDR Alentejo". A EDP estima que o licenciamento esteja concluído no final de setembro, sendo que a obra de instalação demorará cerca de um ano. A entrada em operação é esperada para 2020.




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