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EDP Renováveis vende posição na ENEOP aos chineses da CTG

Operação faz parte do acordo para a alienação de activos à China Three Gorges. Os analistas do Espírito Santo Investment Bank e do BPI já comentaram este negócios, afirmando que tem um impacto positivo nas acções da EDP Renováveis.

Foi há 10 anos que a EDP entrou no seu maior mercado eólico e anunciou a criação da EDP Renováveis, que hoje vale 37% do EBITDA da eléctrica. Este ano lançou uma OPA para controlar a sua subsidiária a 100%.
Bloomberg
Alexandra Noronha anoronha@negocios.pt 06 de Dezembro de 2013 às 08:53
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A EDP Renováveis (EDPR) acordou com a China Three Gorges (CTG) a venda de uma posição de 49% no consórcio ENEOP – Eléctricas de Portugal, anunciou a empresa portuguesa em comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

A empresa assinou um "memorando de entendimento com a CTG e a CWEI  Company Limited (Hong Kong), subsidiária da CTG, que prevê a venda de 49% da participação accionista e suprimentos detidos directa e indirectamente pela EDPR Europe" neste consórcio.

 

O mesmo comunicado refere que "considerando o processo de cisão de activos da ENEOP, a transacção deverá ocorrer em 2015".

 

Esta operação faz parte do acordo de alienação de activos que a EDP assinou com a CTG e que prevê um investimento total de dois mil milhões de euros pela empresa chinesa até 2015 em activos de energia renovável e projectos em desenvolvimento.

 

O projecto ENEOP ganhou a atribuição de licenças para 1.200 MW de energia eólica em Portugal, sendo que esta capacidade será aumentada para 1.335 MW este ano. Quando estiver concluído o projecto serão separados os activos e distribuídos por cada um dos accionistas. 

 

Os analistas do Espírito Santo Investment Bank e do BPI já comentaram esta operação, afirmando que ela tem um impacto positivo nas acções da EDP Renováveis.

 

"De uma perspectiva estratégica, este negócio é positivo para a EDP Renováveis, já que permite à empresa prosseguir o seu programa de rotação de activos", escreve o analista Felipe Echevarría do Espírito Santo Investment Bank.

 

O mesmo analista destaca, porém, que é "difícil quantificar o potencial impacto nas receitas e na avaliação da EDP Renováveis já que as partes não revelaram os detalhes financeiros desta operação".

 

(Notícia actualizada às 9h00 com a análise dos bancos de investimento Espírito Santo Investment Bank e BPI) 

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