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EDP admite quebra de resultados no Brasil

A EDP admite que os seus resultados deste ano deverão reflectir uma quebra no mercado brasileiro, devido à crise energética que assola o país e à desvalorização do real, afirmou Francisco Sanchéz, presidente da EDP.

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 06 de Julho de 2001 às 17:37
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A EDP admite que os seus resultados deste ano deverão reflectir uma quebra no mercado brasileiro, devido à crise energética que assola o país e à desvalorização do real, afirmou Francisco Sanchéz, presidente da EDP. A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] admite que os seus resultados deste ano deverão reflectir uma quebra no mercado brasileiro, devido à crise energética que assola o país e à desvalorização do real nos mercados cambiais, afirmou Francisco Sanchéz, presidente da EDP.

Segundo Francisco Sanchéz, a queda do real face às principais divisas é neste momento o aspecto considerado mais preocupante pela empresa relativamente à evolução dos seus resultados no mercado brasileiro. Desde o início deste ano, o real já registou quedas acumuladas de 21,97% relativamente ao dólar e de 12,7% face ao euro.

«Este ano, temos que dar maior importância aos resultados que derivam da desvalorização do real, embora a crise energética também tenha um impacto significativo», afirmou Francisco Sanchéz aos jornalistas, à margem da cerimónia de apresentação do parque eólico de Cabeço da rainha, em Serpa.

«É natural que haja uma quebra de proveitos», que se reflictam nos «resultados do ano», assumiu o mesmo responsável.

Os activos da EDP no Brasil são responsáveis por cerca de 10% das receitas consolidadas da eléctrica nacional, pelo que, segundo os analistas, a descida que irá verificar-se nas receitas deste ano terá um impacto limitado nas contas consolidadas do grupo.

O maior país da América Latina enfrenta actualmente uma crise energética, resultante da falta de chuvas, uma vez que cerca de 85% da electricidade consumida no Brasil resulta da geração hidroeléctrica, uma situação que está a ser agravada pelos atrasos na liberalização do sector e pela crise económica na vizinha Argentina, que está a afastar os investidores da região.

No Brasil, a EDP detém, entre outros activos, a Bandeirante, uma distribuidora de energia eléctrica que actua no estado de São Paulo.

A EDP encerrou a cair 2,1% para cotar nos 2,80 euros (561 escudos).

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