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EDP Brasil quer crescer EBITDA e registar lucros este ano

A EDP Brasil, participada da Electricidade de Portugal no Brasil, quer crescer, este ano, o nível do EBITDA, bem como alcançar resultados líquidos consolidados positivos, disse Martins da Costa, presidente executivo da empresa, em São Paulo.

Bárbara Leite 09 de Março de 2004 às 18:52
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A EDP Brasil, participada da Electricidade de Portugal no Brasil, quer crescer, este ano, o nível do EBITDA, bem como alcançar resultados líquidos consolidados positivos, disse Martins da Costa, presidente executivo da empresa, em São Paulo.

Em 2003, a participada da EDP registou EBITDA positivo de 645,9 milhões de euros (186,7 milhões de euros), mas a meta para, este ano, é de «crescimento do EBITDA», declarou o presidente executivo da EDP Brasil.

No conjunto do ano, o objectivo também passará pelo alcance de lucros da «holding», depois de ter registado 58,2 milhões de reais (16,8 milhões de euros) de resultados líquidos negativos em 2003. Segundo explicou, este número foi afectado pela contabilização de menos-valias não recorrentes relacionadas com activos da empresa.

A companhia optou por contabilizar, nas contas do ano passado, a revisão em baixa do valor destes activos, porque o desempenho operacional assim o permitiu, realçou Martins da Costa.

2004 é ano de consolidação de investimentos

2004 será um ano de consolidação dos investimentos da EDP Brasil, referiu Martins da Costa, presidente da empresa, à margem do Concerto Comemorativo dos 450 anos de São Paulo.

Este ano servirá para preparar o futuro da distribuidora e produtora de electricidade de forma a garantir o retorno para os accionistas, destacou a mesma fonte. Segundo lembrou o gestor português, este ano estão previstos investimentos de 1,4 mil milhões de reais para desenvolver a hidroeléctrica Peixe Angical, mas à eléctrica portuguesa caberá apenas 400 milhões de reais, metade dos quais já aplicado.

A primeira fase da reestruturação societária da EDP Brasil foi completada em Dezembro do ano passado.

Numa segunda fase, Martins da Costa sublinha o objectivo de dispersar capital da EDP Brasil em Bolsa. Essa dispersão poderá ocorrer este ano, «mas tudo depende do mercado e da situação da companhia», afirmou a mesma fonte.

O representante do grupo português que esteve com o primeiro-ministro Durão Barroso no Concerto, assegura que a EDP está no Brasil para ficar. A eléctrica vê o Brasil como uma aposta de «longo prazo», salientou a mesma fonte.

Até ao momento, o grupo já investiu dois mil milhões de dólares (1,61 mil milhões de euros) no Brasil, referiu Martins da Costa.

«Seguimos os ciclos e a nossa perspectiva é para continuar no Brasil», rematou.

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