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EDP diz que pacote para a energia cria estabilidade regulatória

A eléctrica presidida por António Mexia conclui que o anúncio das medidas de corte de custos no sector "assume um relevo significativo para todos os ‘stakeholders’ da EDP", estimando um impacto de 1% no seu EBITDA e 2,5% nos lucros, a partir de 2014.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 17 de Maio de 2012 às 18:43
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O novo enquadramento hoje anunciado pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, "permite alcançar a necessária previsibilidade e estabilidade regulatória, de médio a longo prazo, no sector eléctrico nacional, o que assume um relevo significativo para todos os ‘stakeholders’ da EDP", avalia o grupo presidido por António Mexia.

A EDP estima, num comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que o impacto económico-financeiro das medidas que o Governo hoje anunciou será, a partir de 2014, de cerca de 1% do EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) por ano, afectando ainda 2,5% do lucro por acção (EPS, em inglês).

No que respeita aos Custos para a Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC), a EDP revelou que o ajustamento à taxa de juro relativa à parcela fixa daquela compensação terá um valor médio de 13 milhões de euros por ano.

Já na garantia de potência, a EDP nota que será afectada pela suspensão da remuneração de 20 mil euros por megawatt (MW) nas suas centrais térmicas hoje abrangidas pela garantia de potência, o que durará até ao final de 2013. A partir daí a remuneração será de 6 mil euros por MW.

Estas são as "duas alterações com relevo económico-financeiro para o grupo EDP" que a eléctrica destacou no comunicado à CMVM. Na Assembleia da República o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, já havia notado que "a EDP está a contribuir não só em relação aos CMEC, mas também na garantia de potência e nas renováveis".
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