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EDP e Galp podem "partilhar" barragens

A EDP e a Galp poderão vir a "partilhar" a exploração de algumas centrais hídricas de produção de electricidade. Esta possibilidade foi admitida por José Maria Ricciardi, presidente do BES Investimento (BESI) e representante do grupo Banco Espírito Santo

Negócios negocios@negocios.pt 16 de Abril de 2007 às 08:11
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A EDP e a Galp poderão vir a "partilhar" a exploração de algumas centrais hídricas de produção de electricidade. Esta possibilidade foi admitida por José Maria Ricciardi, presidente do BES Investimento (BESI) e representante do grupo Banco Espírito Santo no conselho geral e de supervisão da EDP, em que tem uma participação superior a 2%.

Em entrevista ao "Diário de Notícias", o banqueiro afastou o cenário de a Galp vir a lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a EDP, classificando-o como "mera conjectura". No entanto, não excluiu a possibilidade de as duas empresas virem a estabelecer parcerias pontuais .

Esta associação pode vir a acontecer, segundo Ricciardi, na área da "energia eléctrica", uma vez que a petrolífera "ainda tem que fazer um grande esforço" nesse negócio. Recorde-se que o programa energético do Governo prevê que a empresa eléctrica e a companhia petrolífera venham a concorrer nos negócios da electricidade e do gás.

Foi precisamente para desenvolver o negócio do gás que a EDP estabeleceu um acordo com a argelina Sonatrach, um dos maiores fornecedores mundiais desta fonte energética. Já a Galp ainda não encontrou um parceiro na energia eléctrica.

"Não é impossível a Galp partilhar alguns activos importantes de energia eléctrica com a EDP", designadamente centrais hídricas de produção de electricidade, admitiu José Maria Ricciardi. No total, a eléctrica liderada por António Mexia possui uma capacidade instalada de produção de electricidade através de barragens superior a 4200 megawatts, só em Portugal.

A possibilidade de a EDP e a Galp partilharem a exploração de uma central hídrica já tinha sido levantada em relação à barragem do Alqueva, cuja gestão está por adjudicar. O Governo pode atribuir a exploração da central através de um concurso internacional ou por ajuste directo.

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