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EDP equaciona parcerias com empresas internacionais para investimentos no Brasil (act.)

A EDP encontra-se a efectuar contactos com congéneres estrangeiras, que poderão levar eventualmente a parcerias visando novos investimentos no mercado brasileiro, admitiu hoje Francisco Sánchez, presidente da eléctrica.

João Mata 31 de Julho de 2001 às 18:03
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A Electricidade de Portugal (EDP) encontra-se a efectuar contactos com congéneres estrangeiras, que poderão levar eventualmente a parcerias visando novos investimentos no mercado brasileiro, admitiu hoje Francisco Sánchez, presidente da eléctrica.

O presidente da EDP [EDP] afirmou que a maior eléctrica nacional tem trocado pontos de vista com várias das suas congéneres europeias, mas que, neste momento, a empresa não pretende levar a sua expansão no mercado europeu para além de Espanha, onde detém uma posição de 19,2% na Hidroeléctrica del Cantábrico.

Francisco Sánchez explicou que a prioridade da EDP no mercado europeu passa por consolidar a sua posição no mercado espanhol, pelo que no resto da Europa, «para já, não estamos a estudar mais nada», sublinhando que «estamos a caminhar para um mercado europeu integrado e é natural que os operadores troquem impressões entre si».

No entanto, relativamente ao Brasil, Francisco Sánchez afirmou que «não temos nada de concreto para anunciar, mas estudaremos sempre todos aqueles (negócios) que possam vir a aparecer», referindo que a estratégia da EDP passa por garantir o controle das empresas de distribuição em que se encontre representada no Brasil e apostar em novos negócios na área da produção de electricidade.

Estes investimentos na área da produção de electricidade poderiam ser «eventualmente em parceria com outras empresas», adiantou Sanchéz, sublinhando que nestes casos, a participação da EDP tanto poderia ser igualitária, como diferente das suas associadas.

«Na produção, não nos parece ser tão importante definir a quem é que pertence o controlo» das empresas, afirmou o presidente da EDP, justificando a disponibilidade da empresa para participar em investimentos em que não detenha uma participação maioritária.

Um consórcio participado pela Electricidade de Portugal (EDP) venceu recentemente o leilão para explorar e construir uma hidroelétrica em Peixes, no rio Tocatins, que vai resultar num investimento de mil milhões de reais (517,11 milhões de euros ou 103 milhões de contos).

Francisco Sánchez afirmou que «neste momento não estamos a pensar em nada fora do Brasil», afastando a possibilidade de a EDP vir a investir noutros países da região.

As acções da EDP encerraram a cotar nos 3,02 euros (605 escudos), a ganhar 0,67%.

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