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EDP estima manter crescimento de resultados no segundo semestre

A Electricidade de Portugal (EDP) estima manter, no segundo semestre, o ritmo de crescimento dos resultados verificado nos primeiros seis meses do ano, segundo fonte da empresa.

Bárbara Leite 07 de Outubro de 2002 às 17:28
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A Electricidade de Portugal (EDP) estima manter, no segundo semestre, o ritmo de crescimento dos resultados verificado nos primeiros seis meses do ano, segundo fonte da empresa.

Na primeira metade do ano, a EDP registou lucros de 230,6 milhões de euros, mais 2,8% do que o alcançado em igual período homólogo.

No relatório e contas relativo ao primeiro semestre de 2002, a EDP avança que prevê «para o exercício de 2002 resultados em linha com os realizados no primeiro semestre de 2002».

Esta meta resultará do «acompanhamento prudente do negócio das telecomunicações», aliado à «boa performance esperada para a Hidrocantábrico», acrescenta a empresa.

A eléctrica nacional continua a acreditar nas vantagens da consolidação do sector das telecomunicações onde detém 56% do capital da ONI. Esta consolidação está adiada, à espera de novas conversas com a SonaeCom.

A Hidrocantábrico atingiu, no primeiro semestre, resultados operacionais de 55,327 milhões de euros, o que traduz um crescimento de 15,7% face a igual período de 2001. As telecomunicações contribuíram negativamente em 57 milhões de euros para os resultados operacionais da eléctrica nacional.

A estimativa de resultados para 2002 está ainda dependente do «prosseguimento da estabilização dos negócios no Brasil», segundo o relatório e contas da EDP.

A empresa prevê para o «segundo semestre do ano a tomada de controlo da Espírito Santo Centrais Eléctricas (Escelsa) e da Enersul. O capital da eléctrica brasileira Escelsa é controlado a 48,52% pela Iven, que por sua vez é controlada pela EDP.

A eléctrica nacional liderada por Francisco Sánchez vê «com optimismo» a recuperação do real, após as eleições presidenciais realizadas ontem, que resultaram numa segunda volta com os candidatos Lula da Silva do Partido dos Trabalhadores e José Serra apoiado pelo actual governo de Fernando Henrique Cardoso.

A desvalorização do real «penalizou os investimentos no país (Brasil)», revela a eléctrica nacional.

O comportamento das contas da EDP [EDP] no segundo semestre será acompanhado do programa de eficiência implementado desde o inicio do ano.

No primeiro semestre, a eléctrica nacional registou resultados extraordinários de 48,2 milhões de euros, tendo facturado 15,5 milhões de euros com a alienação de imobilizado, sobretudo edifícios.

As acções da EDP encerraram nos 1,56 euros, a subir 1,30%.

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