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EDP ganhará 20 milhões por ano com reforços de Picote e Bemposta

Resultado poderá não ser sentido na totalidade já este ano, dada a seca que tem afectado o País, mas no futuro os empreendimentos agora inaugurados pela EDP contribuirão para a regularização do caudal do Douro.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2012 às 18:58
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A EDP deverá aumentar os seus resultados operacionais em cerca de 20 milhões de euros por ano por efeito da nova capacidade instalada nos reforços de potência de Picote e Bemposta, investimentos que somaram 300 milhões de euros e que foram hoje inaugurados.

João Manso Neto, administrador da EDP, lembrou, na cerimónia de inauguração, a importância dos empreendimentos para aproveitar melhor o potencial do rio Douro e converter em electricidade recursos hídricos que até agora eram desperdiçados.

"São duas centrais que foram feitas antes do tempo e que permitem poupar 30 milhões de euros por ano de água deitada fora", comentou João Manso Neto na inauguração. Um valor que se refere à estimativa de receitas que as novas centrais conseguirão com a venda de electricidade.

A energia será transaccionada em mercado. Deduzidos os custos operacionais, os empreendimentos deverão resultar num ganho para a EDP de cerca de 20 milhões por ano. Mas 2012 está a ser um ano especialmente seco, o que deverá levar a que esse resultado não seja obtido já no corrente exercício.

Juntos, os dois reforços de potência somam 437 megawatts (MW) e permitirão produzir anualmente mais 375 gigawatts hora (GWh), ou seja, contribuirão para um aumento de 4% na produção hidroeléctrica do país. Na sua construção estiveram envolvidas 112 empresas e foram criados três mil empregos, dos quais 750 directos.

A montante destes dois empreendimentos no rio Douro estão as barragens de Miranda do Douro (369 MW) e de Castro, esta última já em território espanhol, operada pela Iberdrola (com 190 MW). A jusante situa-se a barragem de Aldeadávila, novamente em Espanha, detida pela Iberdrola (e com 1.161 MW de potência).

Apesar de o rio Douro ter já estes empreendimentos, João Manso Neto acredita que ainda há trabalho a fazer. "O próximo salto é ter um Douro equilibrado, como os espanhóis já têm", comentou o administrador da EDP.
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