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EDP na lista das «utilities» preferidas do Citigroup

O Citigroup adicionou a Energias de Portugal à sua lista das cinco «utilities» europeias preferidas. O banco de investimento recomenda «comprar» para a EDP, com um preço-alvo de 3 euros, e acredita que António Mexia vai continuar com a actual estratégia d

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 09 de Janeiro de 2006 às 10:31
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O Citigroup adicionou a Energias de Portugal à sua lista das cinco «utilities» europeias preferidas. O banco de investimento recomenda «comprar» para a EDP, com um preço-alvo de 3 euros, e acredita que António Mexia vai continuar com a actual estratégia de desenvolvimento na Península Ibérica.

Num estudo sobre as «utilities» europeias, o Citigroup identificou as cinco acções preferidas do sector para 2006. Decidiu incluir a EDP e a francesa Suez nesta lista, que inclui ainda a Enel, a Fortum e a RWE.

O Citigroup afirma que desde o segundo semestre de 2005 que a EDP [edp] começou a recuperar do período de forte «underperformance» face às eléctricas ibéricas e europeias.

Esta tendência deverá manter-se ao longo de 2006, com o Citigroup a acreditar que os principais «drivers» desta performance serão os «desenvolvimentos positivos na regulação em Portugal e a melhor visibilidade do seu crescimento.

Acerca do fim do mandato de João Talone como CEO da EDP, o Citigroup acredita que terá um impacto neutral no valor das acções.

«A nossa perspectiva é de que o novo CEO vai continuar a desenvolver a actual estratégia de reforçar a posição da EDP no mercado ibérico, sobretudo através das subsidiárias espanholas», refere a equipa de analistas do banco de investimento.

O Citigroup avalia cada acção da EDP em 3 euros, o que oferece um «atractivo» potencial de valorização de 20% (face ao preço de fecho de 5 de Janeiro).

A mesma fonte destaca que existe um outro factor, mais difícil de aferir, que diz respeito à consolidação no sector energético ibérico.

«A EDP, com uma quota de mercado de 15 a 20%, deve ter um papel activo neste processo, através da aquisição de activos, alianças estratégicas e outras operações», diz o Citigroup, acrescentando que, em alternativa, «podemos ver a própria EDP atrair atenções de um comprador».

Para o Citigroup, «o principal obstáculo aqui pode ser a posição de 20,5% que o Estado detém na empresa».

Na avaliação que faz à EDP, o Citigroup lembra que Portugal representa agora apenas 58% do total, com Espanha a representar 21% e o Brasil 12%.

Para o Citigroup, os principais «triggers» para as acções estão na securitização de receitas, maior visibilidade dos planos de investimento em energias alternativas e centrais de ciclo combinado, e o «earnings momentum» positivo nos próximos trimestres.


As acções da EDP seguiam a valorizar 3,64% para 2,85 euros, um novo máximo desde 2001.

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