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EDP Renováveis descarta entrar na Argentina

Buenos Aires lançou um programa de energias renováveis mas Manso Neto garante que a energética não vai, para já, a jogo.

O Haitong avalia as acções da EDP Renováveis em 8,00 euros, o que implica um potencial de valorização 35%. A recomendação é de comprar.

O banco de investimento assinala que a EDP Renováveis apresenta uma avaliação “muito atractiva”, estando a negociar em bolsa tendo em conta um cenário “muito pessimista”, com um crescimento nulo na capacidade instalada e um aumento de 50 pontos base no custo médio do capital. Trata-se de uma avaliação “injustificada, pois acreditamos que a acção deve começar a apresentar uma melhor prestação assim que as notícias nos Estados Unidos confirmarem que não era tão más como o esperado”.

O Haitong considera que o mercado reagiu de forma exageradamente negativa aos riscos regulatórios nos Estados Unidos devido à vitória de Donald Trump nas eleições. “Dado que a regulação nos Estados Unidos advém de três fontes (Presidente, Congresso e Estados) e pelo menos duas não mudaram, acreditamos que o risco regulatório é mais baixo do que está a ser apreendido pelo mercado”, acrescenta.
Miguel Baltazar/Negócios
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 26 de Julho de 2016 às 19:05
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O novo Governo argentino lançou um ambicioso programa de energias renováveis. Buenos Aires quer instalar mil megawatts (MW) de energia verde até final de 2018, com um investimento previsto de dois mil milhões de euros por parte das energéticas.

Apesar de já estar instalada em vários mercados no continente americano, a EDP Renováveis diz que não vai entrar na Argentina no curto prazo.

A garantia foi deixada pelo presidente executivo da companhia numa chamada com analistas esta terça-feira, 26 de Julho. "Não estamos confortáveis com a Argentina", respondeu João Manso Neto quando questionado sobre esta possibilidade.

O concurso para a atribuição de potência vai ser lançado em Agosto e os vencedores vão ser conhecidos em Setembro. O concurso prevê 600 MW de energia eólica, 300 MW de energia solar, 65 MW de biomassa, 20 MW de mini-hídricas e 15 MW de biogás. 

Com este programa, o Governo de Mauricio Macri quer que 20% da electricidade produzida por ano no país até 2025 seja de origem renovável, face a menos de 1% actualmente, isto sem contar com a grande hídrica.

Da parte da EDP Renováveis, o grande foco no outro lado do Atlântico vai continuar a ser os Estados Unidos.  É neste mercado que a companhia está a construir mais potência: 429 megawatts no total. Segue-se o México com 200 MW e a União Europeia com 28 MW.

No primeiro semestre deste ano a capacidade instalada aumentou em 14% face a período homólogo, com 84 MW adicionados, com a companhia a declarar que a execução para este ano está "acima das expectativas".

A companhia sublinhou que está no bom caminho para acrescentar 3,5 gigawatts ao seu portefólio até 2020, com a maioria (65%) a ter origem na América do Norte, seguida da Europa (15%), Brasil (10%) e em energia solar fotovoltaica (10%).

A EDP Renováveis registou uma quebra de 15% nos lucros no primeiro semestre para 58,8 milhões de euros.
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