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EDP Renováveis perde 71 milhões de euros com alterações regulatórias em Espanha

A empresa presidida por João Manso Neto mantém os investimentos em Espanha congelados, mas o CEO da EDP Renováveis sustenta que os resultados alcançados em 2013, penalizados pelo mercado espanhol, evidenciam que “a companhia tem uma capacidade de resistência muito grande”.

Miguel Baltazar/Negócios
Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2014 às 11:02
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A EDP Renováveis sofreu em 2013 um impacto negativo de 71 milhões de euros no seu EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) decorrente das mudanças regulatórias no mercado espanhol, informou a empresa, na apresentação dos seus resultados anuais.

 

“O impacto nas nossas contas das mudanças regulatórias em Espanha no ano passado foi de 71 milhões de euros”, afirmou o presidente executivo da EDP Renováveis, João Manso Neto, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados, em Madrid.

 

Apesar disso, o grupo manteve um crescimento ligeiro do EBITDA, para 947 milhões de euros. João Manso Neto sublinhou que “a companhia tem uma capacidade de resistência muito grande”, assente no leque diversificado de mercados onde está presente.

 

O administrador financeiro da EDP Renováveis, Rui Teixeira, destacou a performance operacional da empresa em 2013. “Obtivemos um factor de carga recorde (30%) para o grupo”, notou o gestor, explicando que isso se deveu não só à qualidade dos activos, mas também aos elevados níveis de disponibilidade técnica dos parques eólicos.

 

Sobre a sua presença em Espanha, o CEO da EDP Renováveis reafirmou que o grupo mantém congeladas as possibilidades de investir mais no país. “Com as incertezas regulatórias actuais, é evidente que travámos os investimentos em Espanha”, declarou João Manso Neto. “Para investir num país precisamos de estabilidade. Isto não tem a ver só com as eólicas, tem a ver com qualquer indústria de capital intensivo, como é o sector eléctrico”, acrescentou. 

 

Ainda assim, João Manso Neto referiu que “Espanha é um país onde a eólica faz sentido”, pelo que a EDP Renováveis acredita que a prazo “as coisas mudem”. Manso Neto deixou ainda um alerta de que se Espanha não prosseguir com investimentos em energias renováveis não atingirá as metas definidas para o ano 2020. 

 

* O jornalista viajou a Madrid a convite da EDP Renováveis

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