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EDP vai rever o plano estratégico para o horizonte de 2006/2008 (act)

A nova estratégia, que será apresentada em Julho, resulta da necessidade de encontrar novas plataformas que criem valor para a empresa e o accionista, adiantou o presidente da eléctrica, num encontro com jornalistas.

Ana Suspiro asuspiro@mediafin.pt 25 de Maio de 2006 às 20:47
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A nova estratégia, que será apresentada em Julho, resulta da necessidade de encontrar novas plataformas que criem valor para a empresa e o accionista, adiantou o presidente da eléctrica, num encontro com jornalistas.

Segundo António Mexia, esta necessidade é visível já nos resultados do primeiro trimestre que se caracterizam pela estabilidade.

A EDP aumentou os lucros em 9,3% para 237 milhões de euros, uma subida essencialmente explicada por elementos financeiros não recorrentes.

A mudança do enquadramento regulatório , de ambiente concorrencial, mas também própria equipa directiva da empresa, também explicam esta necessidade de realinhamento estratégico, embora se mantenham as apostas estratégicas em áreas como as renováveis e o gás natural.

EDP acaba com preços fixos para estancar perdas no mercado livre

A mudança de estratégia já começou em algumas áreas como a comercialização no mercado liberalizado, onde a EDP no primeiro trimestre perdeu em termos de margem bruta 69 milhões de euros, tendo esta actividade contribuído com 93 milhões negativos.

Segundo António Mexia, a EDP tem de flexibilizar os contratos com os clientes do mercado liberalizado, indexando os preços de venda da electricidade a indicadores de mercado, e acabando com os contratos de longo prazo e preços fixos, o que deverá acontecer até ao final deste ano.

A consequência, reconhecem, é a perda de clientes para a tarifa regulada, mais competitiva que o preço do mercado liberalizado, mas uma melhoria na margem desta actividade.

As margens da distribuição também caíram 11 milhões de euros, tendo sido penalizadas pelo défice tarifário, que não permite à empresa receber já este ano, via tarifa, a remuneração justa pela venda de electricidade.

Com as novas normas de contabilidade, a empresa só pode contabilizar a receita efectivamente recebida e dada a existência em 2006 de um défice tarifário superior a 400 milhões de euros, os responsáveis admite que esta situação poderá penalizar os resultados, embora sublinhem que é uma situação conhecida do mercado.

Inesperada foi a mudança da política regulatória em Espanha no primeiro trimestre do ano que penalizou os resultados da participada. A Hidrocantábrico, empresa com um parque produtivo mais poluente porque dependente do carvão, teve de devolver licenças gratuitas de CO 2 para emissões, entre outras medidas.

EDP contra regulação espanhola

O impacto negativo da aplicação do Real-Decreto foi de 33 milhões de euros. A EDP contesta a legalidade de algumas medidas, designadamente por alteraram direitos adquiridos e com efeitos retroactivos e garante existirem alternativas menos penalizadoras para empresas e consumidores.

No entanto, o grupo aguarda pela regulamentação desta lei, até agora provisória, para decidir uma eventual resposta, o que deverá acontecer até ao final do primeiro semestre.

De positivo, o destaque vai sobretudo para elementos financeiros, reconheceu o presidente da empresa. O que teve mais impacto foi a reversão da provisão no valor de 103 milhões de euros do "swap" sobre os custos de manutenção do equilíbrio contratual (CMEC), possível graças à subida dos juros.

A valorização do real também contribuiu para uma melhoria de 60 milhões de euros na margem das operações no Brasil. Na operação, o destaque vai para o crescimento das energias renováveis e para uma subida de 60 milhões de euros da margem da produção que compensou as perdas verificadas na distribuição e comercialização.

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