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Elisa Ferreira acusa Bruxelas de ter tirado flexibilidade à resolução de bancos

A eurodeputada defende que "as aberturas previstas na directiva da resolução ficaram fechadas pela questão das ajudas públicas", pelo que a futura administradora do Banco de Portugal considera serem "necessários ajustamentos".

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Bruno Simão
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 17 de Maio de 2016 às 12:12
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A eurodeputada Elisa Ferreira criticou esta terça-feira, 17 de Maio, a Direcção-geral da Concorrência da União Europeia por ter "condicionado" a folga prevista na directiva sobre a resolução bancária. E apelou à necessidade de "ajustamentos" na prática das autoridades europeias.

"A directiva da resolução bancária está em vigor, mas as folgas previstas ficaram condicionadas pelas directivas da Direcção-geral da Concorrência da Comissão Europeia (DGComp, na sigla inglesa) nas regras sobre as ajudas públicas", criticou Elisa Ferreira, na conferência "O presente e o futuro do sector bancário", organizada em Lisboa pela Associação Portuguesa de Bancos (APB) e pela TVI.

 

Falando a título pessoal, a eurodeputada defendeu que "as aberturas previstas na directiva da resolução ficaram fechadas pela questão das ajudas públicas". Daí que para a futura administradora do Banco de Portugal sejam "necessários ajustamentos". "É urgente garantir que a combinação das exigências de capital, das regras de 'bail-in' e a falta de soluções equilibradas não tem impactos indesejados nos países mais expostos a riscos", defendeu Elisa Ferreira.

 

Para a eurodeputada, "é necessário revisitar os objectivos da união bancária com a realidade prática" e ver se um dos grandes objectivos, "a confiança dos depositantes, não é um dos objectivos menos conseguidos, pelo menos nalgumas economias". Dai que, na sua perspectiva, seja preciso "avaliar as regras e a sua interpretação e corrigir o que não está a funcionar correctamente".

 

"São urgentes soluções credíveis para o problema dos NPL ['non performing loans' ou crédito malparado] e que tenham em conta o interesse público", apelou Elisa Ferreira. 

(Notícia actualizada às 12:21 com mais informação)

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