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Em Portugal existe uma "estupidez colonial"

"A estupidez colonial ainda não morreu". É desta forma que o Financial Times inicia o artigo de análise à utilização por parte de Portugal da "golden share" para vetar o negócio de venda da Vivo.

Negócios negocios@negocios.pt 30 de Junho de 2010 às 16:56
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“A estupidez colonial ainda não morreu”. É desta forma que o Financial Times inicia o artigo de análise à utilização por parte de Portugal da “golden share” para vetar o negócio de venda da Vivo.

Na coluna opinião “Lex Column”, o FT lembra que o Governo português utilizou um instrumento “anacrónico” que está prestes a tornar-se “obsoleto” para impedir a Portugal Telecom de vender a Vivo à Telefónica.

Cita a justificação do Governo português de que a oferta da Telefónica não reflectia o interesse do país e da PT, esquecendo que a maioria dos accionistas da PT votou a favor da venda.

“Ou o Governo pensa realmente que [vender a Vivo] era mau para a PT, ou pretende manter um ‘campeão português” no Brasil. Mas, conclui o FT; “ambas as justificações são péssimas para acabar com o negócio e atirar pela janela fora a sua credibilidade”.

Diz o FT que as “golden shares” são utilizadas para “proteger empresas de ofertas de companhias estrangeiras e “não para interferir nas suas subsidiárias no exterior”.

O jornal conclui que os accionistas da PT devem estar “zangados” e acredita que a Telefónica vai tentar de novo comprar a Vivo, quando a “golden share” for considerada nula.

Algo que Bruxelas deverá decretar a 8 de Julho.

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