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Em trimestre de greve, foram menos 6% as mercadorias movimentadas nos portos nacionais

O porto de Lisboa registou uma quebra de 30% das mercadorias movimentadas nos últimos três meses de 2012, liderando os deslizes que se verificaram noutros portos marítimos. Sines conseguiu contrariar a tendência mas não impediu a queda global das mercadorias carregadas e descarregadas em Portugal.

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Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 12:49
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São cada vez menos as embarcações a entrarem nos portos portugueses. Tanto as vindas do mercado externo como interno. O que se reflecte nas mercadorias transportadas pela via marítima.

 

Houve 2.933 embarcações a entrarem nos portos nacionais entre Outubro e Dezembro de 2012, o que representa uma descida de 13,7% face ao trimestre homólogo, de acordo com a informação disponibilizada esta quarta-feira, 27 de Fevereiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).  

 

O movimento corresponde a um agravamento da tendência de queda nas embarcações que deram entrada em Portugal nos trimestres anteriores, onde as quebras foram de 8,1% e 5,7%, nos terceiro e segundo trimestres, respectivamente.

 

A acompanhar este movimento, e na sua sequência, deslizou transporte de mercadorias. No quarto trimestre, houve menos 5,8% de mercadorias movimentadas nos portos nacionais, em relação ao trimestre homólogo, fixando-se nos 15,9 milhões de toneladas.

 

A vertente internacional representou 84% da quantidade total de toneladas carregadas e descarregadas nos portos portugueses neste período, ao situar-se nos 13,4 milhões de toneladas. Também aqui, o movimento internacional observou uma quebra homóloga de 4,8%.

 

Lisboa e Setúbal lideram quedas

 

A justificar o desempenho negativo do transporte de mercadorias nos portos marítimos portugueses esteve a greve de estivadores e trabalhadores portuários que se fez sentir no final do ano passado, contra o novo regime laboral e a reforma dos portos implementados pelo Governo. Algo que também penalizou as exportações de produtos nacionais. Os portos que mais sentiram este efeito foram os de Lisboa e Setúbal, como reforça o INE.

 

O porto de Lisboa registou a descida mais acentuada, de 30,2%, penalizado essencialmente pelo tráfego internacional, onde a quebra foi de 33,5%. O documento divulgado pelo gabinete português de estatísticas refere que, especificamente no mês de Novembro, registou-se uma diminuição de 50,7% das toneladas movimentadas.  

 

Em Setúbal, o porto sentiu um movimento de menos 25,5% de mercadorias no quarto trimestre do que em igual período do ano anterior. Em Leixões, o movimento também foi negativo (7,7%).

 

Sines, o porto que mais mercadorias movimenta em Portugal, sentiu uma subida de 9,5% das toneladas carregadas e descarregadas, insuficiente para compensar a quebra dos congéneres. 

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