Empresas Empresa de Patrick Monteiro de Barros declara-se insolvente (act)

Empresa de Patrick Monteiro de Barros declara-se insolvente (act)

A Petroplus, da qual o investidor português Patrick Monteiro de Barros é accionista e membro do conselho de administração, não conseguiu garantir financiamento junto dos seus credores e vai declarar-se insolvente. Monteiro de Barros acredita que a empresa será capaz de recuperar.
Ana Torres Pereira 24 de janeiro de 2012 às 09:30
(actualiza com declarações de Patrick Monteiro de Barros à Sic Noticias)

Em comunicado, a empresa refere que as negociações com “os credores não terminaram com êxito”, por isso não há outra solução do que “se declarar insolvente”, uma vez que tem obrigações financeiras que ascendem a 1.620 milhões de dólares (1.342 milhões de euros) e que não consegue cumpri-las.

“É muito triste chegar a este ponto e ter que informar os nossos empregados e accionistas relativamente a estas circunstâncias”, disse Jean-Paul Vettier, director executivo da Petroplus, citado em comunicado.

O primeiro objectivo da Petroplus é encerrar as cinco refinarias na Europa, o mais rapidamente que conseguir, com o objectivo que percam o menos possível.

Em Portugal, Patrick Monteiro de Barros admitiu que a empresa está em dificuldades, nomeadamente no acesso ao financiamento.

"Neste momento estão sete refinarias na Europa à venda, das quais duas minhas”, admitiu o empresário, em declarações à Sic Notícias ontem à noite.

Patrick Monteiro de Barros referiu que a dificuldade de financiamento "é um reflexo das dificuldades que a banca tem” e "uma empresa com 2,5 mil milhões de fundo de maneio tem dificuldade em financiar-se".

Não obstante, o empresário afirmou: “estou esperançado que vamos tentar resolver” a situação.

Ontem, a companhia petrolífera suíça, da qual o investidor português Patrick Monteiro de Barros é accionista e membro do conselho de administração, solicitou às autoridades do mercado suíço a suspensão da negociação dos seus títulos em bolsa.

Na semana passada, a empresa anunciou que estava a iniciar o processo de venda da sua refinaria de Petit-Couronne (França) e que os negócios a ela associada seriam transferidos para outras unidades.

Com uma necessidade de mil milhões de dólares (cerca de 780 milhões de euros) para continuar em actividade, a Petroplus viu no passado mês de Dezembro as suas linhas de crédito serem cortadas pelo sindicato bancário que a financiara até então.

Decidiu por isso começar 2012 com o encerramento de três das suas cinco refinarias – em França, Suíça e Bélgica - , mantendo em operação as unidades do Reino Unido e Alemanha.