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Empresas em Portugal demoram 71 dias para pagar a fornecedores; mais que em Espanha

As empresas em Portugal pagam aos seus fornecedores num prazo de 71 dias, mais cinco dias do que em Espanha, apesar das condições acordadas inicialmente, em ambos os países, serem idênticas.

Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 03 de Junho de 2003 às 16:21
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As empresas em Portugal pagam aos seus fornecedores num prazo de 71 dias, mais cinco dias do que em Espanha, apesar das condições acordadas inicialmente, em ambos os países, serem idênticas, segundo um estudo realizado pela Intrum Justitia Portugal.

Em termos de condições acordadas inicialmente, os clientes das empresas em Portugal teriam que pagar a 52 dias, enquanto em Espanha o prazo é de 53 dias, segundo o mesmo estudo, que analisou 700 empresas nos dois países, durante o primeiro semestre de 2002.

A conclusão que a Intrum Justitia foi que «os clientes das empresas portuguesas pagam mais tarde do que os das espanholas», no entanto as condições dos dois países são piores do que as registadas nos países do Norte da Europa.

Em Portugal, em 43% dos casos o atraso dos pagamentos foi crescente, enquanto em a percentagem em Espanha foi de 14%. A proporção que desceu, no mercado nacional foi de 6%, enquanto no país vizinho essa percentagem foi de 30%.

Luís Salvaterra, director geral da Intrum Justitia para Portugal e Espanha, referiu que não é prática corrente cobrar juros de mora, reforçando que «os maus pagadores não são penalizados».

O mesmo estudo constatou que o sector mais afectado com os atrasos é o dos serviços, onde as condições acordadas variam entre 33 e 44 dias em Portugal e em Espanha, respectivamente, e o prazo real é de 61 no mercado nacional e 65 dias em Espanha.

No entanto, a maior discrepância com Espanha é na área da Manufactura, onde o prazo real em Portugal é de 77 dias (mais 11 dias do que o prazo acordado) e em Espanha é de 53 dias (mais 5 dias do que o prazo acordado).

O mesmo responsável salientou a importância do novo decreto-lei aprovado a 17 de Fevereiro, que transpõe a directiva 200/35/CE para a ordem jurídica interna, onde regulamenta todas as transacções comerciais, não se aplicando às transacções dos consumidores.

Esta regulação estabelece um valor mínimo para a taxa de juros legais de mora, ou seja, a taxa de juro aplicada pelo Banco Central Europeu mais sete pontos percentuais. Ao valor dos juros de mora, a entidade poderá requer uma indemnização suplementar quando prove que a mora lhe causou danos superiores aos valores dos juros.

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