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Empresas estão mais produtivas e mais rentáveis

As empresas não financeiras registaram um desempenho positivo nos seus principais indicadores económicos. Agricultura e pescas e alojamento e restauração destacaram-se em 2015.

Ricardo Castelo/Negócios
Negócios 28 de Setembro de 2016 às 12:02
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2015 foi um ano de expansão para as empresas portuguesas que pertencem ao sector não financeiro, com as empresas a contratarem mais,  facturarem mais e a apresentarem maiores níveis de rendibilidade e de produtividade.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), que antecipa alguns indicadores para 2015 das Estatísticas das Empresas em Portugal, a evolução mais significativa deu-se ao nível do valor acrescentado bruto (VAB) das empresas, onde se registou um aumento de 4,8% face a 2014. Esta subida foi mais pronunciada mas PME (5,4% de crescimento) do que nas grandes empresas (mais 3,9%), e teve particular relevo nos segmentos do alojamento e restauração (mais 13,2%) e na agricultura e pescas (mais 13,4%).

Num ano em que o número global de empresas financeiras ficou praticamente estagnado (subiu 0,4% em termos líquidos), o pessoal ao serviço aumentou 2,6%, sinalizando que as empresas contrataram mais. Aqui, contudo, foram as grandes empresas as responsáveis pelo crescimento (mais 4,8%), em detrimento das PME (2% de crescimento). Em termos sectoriais, foi nas áreas da informação e comunicação (6,2%), alojamento e restauração (4,1%) e agricultura e pescas (3,3) que se contratou mais.

A produtividade aparente do trabalho, que resulta do quociente entre o VAB e o pessoal ao serviço, avançou 2%, com especial destaque para os sectores da indústria e energia, transportes e armazenagem e informação e comunicação.

Ao nível do volume de negócios a expansão favorável situou-se nos 4,8%, em particular nas PME, que facturaram mais 5,4% face ao ano passado. Tal como nos restantes indicadores, manteve-se o predomínio sectorial da agricultura e pescas e do alojamento e restauração. Quanto aos lucros, no ano passado houve mais 3% de empresas não financeiras a tê-los.

O INE destaca ainda o facto de todos os rácios de rendibilidade terem aumentado significativamente, com particular destaque para o rácio de rendibilidade dos capitais próprios. A autonomia financeira das empresas também registou uma ligeira melhoria. 

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