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Entrada da Cimpor no Equador é "positiva" para a empresa

O anúncio de compra, por parte da Cimpor, de uma cimenteira equatoriana, é considerado generalizadamente positivo pelos analistas do BPI, BES e CaixaBI.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 14 de Outubro de 2009 às 09:44
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O anúncio de compra, por parte da Cimpor, de uma cimenteira equatoriana, é considerado generalizadamente positivo pelos analistas do BPI, BES e CaixaBI.

Esta notícia de que a Cimpor del Equador (detida a 51% pela Cimpor Inversiones, uma sub-holding do grupo cimenteiro) celebrou um memorando de entendimento com o governo do Equador definindo as condições para lançar uma OPA à Cemento Chimborazo (participada em cerca de 95% pelo Banco Nacional de Fomento do Equador), deverá ter um impacto neutral a positivo para a cimenteira portuguesa, segundo a equipa de “research” do BPI.

A OPA será lançada a muito curto prazo e representa um investimento que, para 100% do capital social, se estima em 20 milhões de dólares (13,5 milhões de euros), a liquidar no prazo de um ano. Para o BPI, este valor está em linha com os custos típicos de investimento naquela região.

“Numa perspectiva geográfica, este passo permite à Cimpor aumentar a sua exposição na América Latina, que está actualmente focalizada no Brasil e no Peru”, acrescenta a nota de análise do BPI.

O CaixaBI também salienta o facto de esta nova eventual aquisição da Cimpor concretizar a sua entrada como “produtor de cimento em mais um país da América do Sul, reforçando a sua presença em mercados com um elevado potencial de crescimento e com interessantes níveis de rentabilidade”.

Potencialmente positivo é o impacto estimado pelos analistas da Espírito Santo Equity Research. “Na nossa opinião, a pequena aquisição da Cimpor no Equador constitui, acima de tudo, uma oportunidade para construir uma nova fábrica com capacidade para 715.000 toneladas por ano. A actual capacidade da Cemento Chimborazo, estimada em 238.000 toneladas, deverá representar menos de 1% da capacidade total da Cimpor, que é de 41 milhões de toneladas de capacidade instalada e de 31 milhões de toneladas com escória”, refere a análise da ESER.

No memorando de entendimento que a Cimpor celebrou com o governo do Equador inclui-se também o compromisso de a Cimpor del Ecuador, através da Cemento Chimborazo vir a constituir uma nova empresa, que será responsável pela construção de uma nova fábrica de cimento - que será detida 70% pela Cemento Chimborazo, e em 20% pelo Estado.

“A nova fábrica terá uma capacidade de produção de cimento de 715.000 toneladas por ano, correspondentes a um investimento estimado em cerca de 135 milhões de dólares (91,5 milhões de euros)”, explicou ontem a Cimpor.

Na sessão de hoje, a Cimpor seguia a ganhar 0,55%, para 5,68 euros.



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